Segunda maior barragem hidroelétrica do mundo começa a funcionar na China - Plataforma Media

Segunda maior barragem hidroelétrica do mundo começa a funcionar na China

Os dois primeiros geradores da segunda maior barragem hidroelétrica do mundo, construída pelo grupo China Three Gorges (CTG), maior acionista da EDP, foram hoje oficialmente ativados no sudoeste da China, informou a empresa.

O anúncio surge nas vésperas de o Partido Comunista Chinês celebrar o 100.º aniversário, desde a sua fundação, em 01 de julho de 1921.

A barragem de Baihetan, no rio Jinsha, um afluente do Yangtsé, faz parte dos esforços chineses para conter a crescente procura por combustíveis fósseis, aumentando a capacidade hidroelétrica numa altura em que as barragens são criticadas, em outros países, devido ao seu impacto ambiental.

Os planos preveem que a barragem de Baihetan, com 289 metros de altura, tenha 16 geradores, com capacidade para produzir um milhão de quilowatts cada.

Trata-se da segunda maior barragem do mundo, ultrapassada em dimensão pela barragem das Três Gargantas, inaugurada em 2003, no Yangtsé, com 22,5 milhões de quilowatts de capacidade de geração.

Ambas as infraestruturas foram construídas pela estatal CTG, o maior investidor mundial em geração hídrica, solar e eólica.

A CTG é também o maior acionista da EDP – Energias de Portugal, com 19,03% do capital da empresa, mesmo após ter vendido 100 milhões de ações da elétrica portuguesa, em janeiro passado, reduzindo em 2,5% a sua participação.

A energia hidroelétrica está a perder apoio em outros países, devido às reclamações de que as barragens inundam comunidades e terras agrícolas e interferem na ecologia dos rios, ameaçando peixes e outras espécies.

Apesar das críticas dos ambientalistas, os líderes chineses estão a construir mais barragens, num esforço para reduzir a dependência do carvão e conter a crescente procura por petróleo e gás importados.

A China é líder no desenvolvimento de tecnologia de transmissão de ultra-alta tensão, que permite mover a energia gerada pelas barragens no sudoeste até Xangai e outras grandes cidades do leste do país.

Quando estiver totalmente operacional, a Estação Hidroelétrica de Baihetan deve eliminar a necessidade de queimar 20 milhões de toneladas de carvão anualmente, segundo a CTG.

O Presidente chinês, Xi Jinping, prometeu atingir o pico das emissões de carbono da China até 2030 e a neutralidade até 2060, mas a recuperação económica alimentada pela indústria transformadora, depois da pandemia da covid-19, pressionou as ambições ambientais do país.

Em 2020, a China produziu quantidades recordes de aço e aumentou as aprovações para novas fábricas a carvão. Novos dados mostraram que as emissões da China aumentaram 15%, no último trimestre de 2020, em termos homólogos.

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