Bancos colocam mais dinheiro de parte para enfrentar a crise e cortam custos - Plataforma Media

Bancos colocam mais dinheiro de parte para enfrentar a crise e cortam custos

Os resultados dos maiores bancos que já apresentaram as contas do primeiro trimestre baixaram 13,5 milhões para 233 milhões de euros. Num ano, encerraram mais de 100 balcões e eliminaram 1150 postos de trabalho.

Os bancos baixaram os lucros nos primeiros três meses do ano. Os resultados mais baixos devem-se, em parte, ao dinheiro que está a ser colocado de lado para fazer face a eventuais perdas com crédito quando terminarem as moratórias bancárias no final de setembro deste ano. Apesar de estarem a assumir imparidades, os banqueiros têm descartado problemas de maior para o setor quando se tiver de retomar o pagamento dos créditos que têm as prestações suspensas. O setor tem compensado o efeito que a pandemia tem tido nos seus resultados, com a continuação dos cortes de custos, que resultou também na diminuição no número de trabalhadores e de balcões.

No primeiro trimestre, a CGD, o BPI, o BCP e o Santander Totta tiveram lucros de 233 milhões de euros, mais de 2,5 milhões por dia. Ainda assim, os resultados caíram cerca de 5,5% face ao mesmo período de 2020, quando estes quatro bancos conseguiram lucros acumulados de 246,5 milhões de euros. Apesar da tendência ter sido de descida, não foi generalizada. O BPI e o BCP melhoraram os resultados. A CGD teve uma quebra ligeira dos lucros e o Santander Totta teve a maior descida de resultados, devido ao encargo extraordinário de 164,5 milhões de euros com o seu plano de reestruturação. Entre as maiores instituições do setor falta ainda conhecer os dados do Novo Banco nos primeiros três meses do ano. Mas o presidente do banco, António Ramalho, sinalizou que esse trimestre deverá ser o de regresso aos lucros, o que poderá alterar a tendência dos ganhos da banca no primeiro trimestre.

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