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Empresas do continente querem entrar no negócio da mandioca

Victorino Joaquim

O embaixador da China anunciou ao ministro da Indústria e Comércio que empresas chinesas têm interesse em entrar na cadeia de valor da mandioca em Angola, participando na transformação e aproveitamento dos derivados deste tubérculo, de amplo consumo a nível global

Gong Tao e Victor Fernandes analisaram esta semana, em Luanda, a cooperação económica entre os dois países, tendo sido ainda anunciada a participação de Angola em duas feiras comerciais que se realizam este ano, na China.

O diplomata chinês disse ser do interesse das autoridades chinesas persuadir empresários para as oportunidades que se podem vislumbrar nos polos industriais, pelo que procurou obter do Ministério da Indústria e Comércio uma visão geral das iniciativas em curso, de modo a dinamizar o investimento industrial.

Angola, declarou Gong Tao, tem um potencial que pode ser aproveitado para servir o mercado nacional, regional, mas também chinês e outros.

O ministro da Indústria e Comércio elogiou a vontade da parte chinesa em querer conhecer melhor o “cluster” da mandioca e assinalou o arranque de uma experiência piloto em Malanje, no município de Cacuso, para a exploração e transformação da mandioca.

Angola tem uma exploração anual de dez milhões de toneladas de mandioca,  colocando-se, assim, em terceiro lugar no continente, atrás da Nigéria e dos Camarões.

Indicadores do mercado global mostram que a indústria da mandioca movimenta mais de quatro mil milhões de dólares por ano, sendo que em Angola, os fatores produtivos podem ser aproveitados, designadamente na produção de farinha da mandioca, derivados para a indústria cervejeira e na saúde (xaropes).

O diplomata convidou o Ministério da Indústria e Comércio angolano a participar em duas feiras que vão decorrer este ano na China, com o ministro a confirmar a presença de Angola na Feira de Comércio e Investimento China-África, em setembro, em Wuhan, e na Feira de Importação, em novembro, em Shangai.

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