China, primeiro país a extrair “gelo combustível” do fundo do mar

China, primeiro país a extrair “gelo combustível” do fundo do mar

O hidrato de metano ou gelo combustível é uma mistura gelada de água e gás que pode ser extraído do fundo do mar. A China aparentemente assumiu a liderança e tornou-se no primeiro país a extrair este combustível do fundo do mar. Após várias tentativas, Pequim confirmou ter conseguido extrair uma quantidade considerável “gelo combustível”.

Na corrida ao “gelo combustível” estão também os Estados Unidos e o Japão.

A China, com este anúncio, ter-se-á tornado no primeiro país a conseguir extrair uma quantidade considerável de gelo combustível que poderá vir a tornar-se numa fonte de energia revolucionária. Este elemento é apontado como o futuro do abastecimento energético.

Especialistas dizem que os hidratos de gás são mais limpos do que outros combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, e podem levar a “uma revolução energética”.

A China terá conquistado assim a dianteira face a vários países e diz ter reservas suficientes para suprir as necessidades energéticas do país por um período que se estende por cerca de 20 anos. O gelo combustível é constituído por cristais de gelo, onde se veem moléculas de metano dentro das moléculas de água.

“Parecem cristais de gelo, mas quando se olha mais de perto, a nível molecular, veem-se as moléculas de metano dentro das moléculas de água”, explicou à BBC Praven Linga, professor do Departamento de Engenharia Química e Biomolecular da Universidade Nacional de Singapura.

O processo de formação do gelo combustível acontece quando a pressão diminui ou se regista uma subida da temperatura. Perante uma dessas condições (ou ambas), os hidratos decompõem-se em água e metano, o que faz deste gelo um combustível com grandes possibilidades energéticas no futuro. Há quem fale mesmo em revolução energética.

Apesar de só há 10 ou 15 anos terem sido iniciadas estas extrações, os hidratos de metano foram descobertos, primeiramente no norte da Rússia, nos anos 60. A Índia e a Coreia do Sul são países que apesar de também não terem reservas próprias, têm apostado na prospeção deste combustível. Norte-americanos e Canadianos estão igualmente interessados, e os respetivos depósitos de hidratos de metano estão situados no permafrost (camada de solo congelada dos polos) no norte do Alasca e do Canadá.

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