Museu do Grande Prémio cresceu seis vezes

Museu do Grande Prémio cresceu seis vezes

O Museu do Grande Prémio vai reabrir já no próximo mês (abril) após quatro anos de trabalhos de renovação, obras orçadas em 479 milhões de patacas. O espaço do museu cresceu seis vezes, espalhando-se agora por uma área de 16 mil metros. Até à abertura oficial, o espaço vai estar em funcionamento em regime experimental, durante o qual o preço dos bilhetes será 20 patacas para residentes de Macau e 40 patacas para não-residentes. Para Helena de Senna Fernandes, responsável pela Direção dos Serviços de Turismo, quem passar pelo novo espeço museológico dedicado ao Circuito da Guia “vai compreender no final da visita que esta valeu o preço do bilhete”.

O espaço renovado conta agora com quatro pisos. De acordo com os responsáveis, uma visita completa às instalações terá uma duração aproximada de duas horas.

No piso subterrâneo está a exposição da Corrida da Guia e da Taça Macau GT. No rés-do-chão está em exibição o primeiro carro vencedor do Circuito da Guia, assim como outros equipamentos e objetos relacionados com uma prova com mais de 60 anos.

O piso 1 é dedicado ao Grande Prémio de Macau e à prova FIA Formula 3.

Por fim, o piso 2 é totalmente dedicado à exibição de motos e outros equipamentos ligados à corrida de motos que anima anualmente o programa do Grande Prémio de Macau.

Ao longo destes quatro pisos existem diferentes áreas de exposição, sendo possível observar carros e motos que participaram no lendário circuito urbano da Guia, diferentes áreas em que é possível participar em diferentes jogos interativos, participar em corridas de motos em realidade virtual ou conhecer como funciona a logística de uma corrida, incluindo uma experiência de troca de pneus durante uma prova.

Os visitantes têm ainda o privilégio de poder ver carros e motos de pilotos famosos que passaram a alta velocidade pelo Circuito da Guia, como o pilotado em Macau pelo alemão Michael Schumacher, que veio a sagrar-se sete vezes campeão do mundo de Fórmula 1 ou o do malogrado piloto brasileiro e também campeão do mundo de Fórmula 1 Ayrton Senna. Este último conta mesmo com uma obra produzida especialmente em sua homenagem pelo artista português Vhils.

O museu está preparado para receber diariamente até 2300 visitantes diários em regime de funcionamento sem restrições. Atualmente, devido às limitações de saúde pública impostas pela pandemia, os responsáveis admitem que esse número ficará pela metade.

Com as atuais restrições à circulação de pessoas, algumas das instalações e atrações do renovado Museu do Grande Prémio de Macau não foram ainda inauguradas, incluindo um simulador de condução de Fórmula 3 e uma estátua em cera de um piloto profissional.

O mesmo acontece com o espaço destinado à cafetaria do museu, cujo processo de concessão de exploração está ainda em fase de concurso.

As novas instalações estão igualmente comprometidas com uma vertente mais amiga do ambiente, apostada na sustentabilidade, nomeadamente em matéria energética.

O museu tem um sistema de energia solar composto por 446 painéis solares que captam e transformam a luz do sol em eletricidade, a qual é depois parcialmente utilizada para operar o sistema de ar condicionado e aquecimento de água de todo o complexo. O novo espaço promove ainda o conceito de open space, incluindo um elevador que é o primeiro de uma série construída em Macau de acordo com as “normas arquitetónicas para a conceção de design universal e livre de barreiras” no território.

Helena de Senna Fernandes, durante a visita guiada para os jornalistas, disse acreditar que o espaço agora renovado e ampliado é muito convidativo, com os responsáveis a esperarem que “o museu atraia visitantes de todas as idades, tornando-se no futuro num ponto de referência turístico da cidade”.

A responsável pela Direção dos Serviços de Turismo mostrou-se convencida de que a qualidade do museu pode trazer o mundo das corridas de automóveis e motos para mais perto do público.

Adiantou que o novo espaço museológico da cidade vai estar já em promoção na China continental no âmbito da iniciativa “Semana de Macau em Hangzhou”, que vai decorrer entre hoje e segunda feira na capital da província de Zhejiang.

Quanto ao Museu do Vinho, originalmente instalado ao lado do Museu do Grande Prémio, Helena de Senna Fernandes disse não ter sido ainda encontrado um local apropriado para a respetiva instalação.

O Governo de Macau planeou a renovação do Museu do Grande Prémio em 2016, estimando então para a execução da obra um orçamento de 300 milhões de patacas e a respetiva conclusão para novembro de 2018.

O espaço foi encerrado a julho de 2017 para dar início aos trabalhos de renovação e ampliação, prevendo-se então uma nova data de reabertura, para o quarto trimestre de 2019 (o Grande Prémio realiza-se em novembro), a qual acabou por ser novamente adiada.

Em abril, quando reabrir oficialmente ao público, o preço dos bilhetes vai subir para 80 patacas.

O Museu do Grande Prémio foi criado a 18 de novembro de 1993, para assinalar o 40º aniversário do Grande Prémio de Macau.

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