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Elite do cinema mundial apoia cineasta e ativista iraniana presa no Brasil

Fabiano Maisonnave

Mahnaz Alizadeh, de 35 anos, tentava chegar ao Canadá quando foi presa no Brasil com passaporte falso e acusada de integrar um bando de tráfico de pessoas. O futuro de Alizadeh, que pode vir a ser deportada para o Irão, está a mobilizar o mundo do cinema a nível internacional

Ex-membro do júri do Festival de Cannes, a produtora iraniana Katayoon Shahabi é uma das testemunhas de defesa de Alizadeh no processo na 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Acre. Disse que as duas atuaram juntas em documentários sobre direitos humanos. Outros dois diretores iranianos enviaram cartas de apoio à cinegrafista, mas seus nomes não podem ser revelados devido à perseguição política no Irã.

Em 29 de agosto, Alizadeh e outros quatro iranianos foram presos em flagrante em Assis Brasil (AC), na fronteira com o Peru, ao tentarem entrar no país com passaportes falsos. Uma investigação da PF, baseada principalmente no conteúdo dos celulares apreendidos, apontou a cinegrafista e o iraniano-canadense Reza Sahami como membros de uma quadrilha internacional de tráfico de pessoas.

Sem falar português e com um inglês precário, Alizadeh passou cerca de 50 dias presa em Assis Brasil e depois em Rio Branco. Dividiu um colchão em uma cela quente e superlotada, sofreu com a água racionada e aprendeu a conviver com as disputas entre o PCC e o Comando Vermelho.

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