Relações "estratégicas e de longo prazo"

Relações “estratégicas e de longo prazo”

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, reafirmou que o Brasil e a China são “parceiros estratégicos globais” e o Governo chinês encara as relações bilaterais como “estratégicas e a longo prazo”.

Numa carta enviada ao ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro, Ernesto Araújo, Wang Yi sublinhou “a vontade de trabalhar em conjunto para implementar o importante consenso entre os chefes de Estado dos dois países, para intensificar o intercâmbio e a cooperação entre as duas chancelarias, e para promover novos avanços nas relações bilaterais e na cooperação nos vários sectores”.

“O lado chinês trata e desenvolve sempre as relações sino-brasileiras numa perspetiva estratégica e a longo prazo”, acrescentou o ministro na missiva, citada na imprensa brasileira.

Disse também que pretende ajudar o Brasil na libertação de insumos [componentes] para a produção de vacinas.

“Desde o início da pandemia, a China e o Brasil têm vindo a fazer esforços conjuntos para combater a pandemia e a conduzir uma cooperação frutuosa no desenvolvimento e produção de vacinas. O lado chinês compreende as preocupações brasileiras em relação aos insumos de vacinas e o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China está disposto a coordenar e a proporcionar facilidades”, escreveu.

A carta foi uma resposta a outra enviada este mês por Ernesto Araújo a Wang Yi, na qual o ministro brasileiro pede ajuda na libertação de insumos para a produção de vacinas.

O presidente brasileiro de direita Jair Bolsonaro tem repetidamente antagonizado a China, incluindo quando recentemente desacreditou a vacina Sinovac com base na respetiva origem.

O estado brasileiro de São Paulo espera receber esta semana ingredientes da Sinovac Biotech Ltd que permitirão a produção local de 8,6 milhões de doses de vacina COVID-19, disse o governo estadual num comunicado emitido no passado domingo.

Os ingredientes estavam no aeroporto de Pequim, a aguardar descarga e vão ser utilizados pelo Instituto Butantan, financiado pelo Estado de São Paulo, que tem uma parceria com a Sinovac para produzir as vacinas no Brasil.

O Governo federal tem vindo a lutar pela importação de doses prontas de vacinas, e com os embarques atrasados.

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