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Ex-presidente sul-africano diz que prefere ser preso do que depor sobre corrupção

O ex-chefe de Estado sul-africano Jacob Zuma disse hoje que prefere ser preso, do que cooperar com a comissão que investiga a alegada corrupção generalizada no seu mandato enquanto for presidida pelo vice-presidente da Justiça, Raymond Zondo.

Jacob Zuma afirmou, em comunicado divulgado hoje à imprensa, que permanecerá “desafiador” como o fez durante o ‘apartheid’, salientando que não vai acatar a decisão do Tribunal Constitucional que o obrigou recentemente a comparecer perante a comissão de inquérito liderada elo juiz Raymond Zondo.  No comunicado, Zuma refere que o Tribunal Constitucional da África do Sul se encontra “politizado”, comparando a mais alta instituição de Justiça no país ao Governo do ‘apartheid’.

“Isto evoca memórias de como o Governo do ‘apartheid’ aprovou a Lei 37 de Emenda às Leis Gerais, em 1963, que introduziu uma nova cláusula de detenção por tempo indeterminado destinada especificamente a ser usada contra o então líder do PAC, Robert Sobukwe”, salientou. Zuma acrescentou que “os paralelismos são muito semelhantes para serem ignorados”, dado que Sobukwe foi especificamente alvo da sua postura ideológica sobre a libertação.

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