Macau promete liberdade de imprensa aos ‘media’, mas espera ‘amor pela pátria’ - Plataforma Media

Macau promete liberdade de imprensa aos ‘media’, mas espera ‘amor pela pátria’

O chefe do Governo de Macau prometeu hoje aos ‘media’ de língua chinesa liberdade de imprensa, mas disse esperar que “continuem a difundir a nobre tradição de ‘amar a pátria e amar Macau’”.

O Governo “continuará, como sempre, a implementar uma governação rigorosa, em conformidade com a Constituição e a Lei Básica, a garantir a liberdade de imprensa e a apoiar o desenvolvimento do setor da comunicação social”, começou por salientar Ho Iat Seng num encontro promovido com os órgãos de comunicação social de língua chinesa.

“Espero que os órgãos de comunicação social de língua chinesa continuem a difundir a nobre tradição de ‘amar a pátria e amar Macau’, acrescentou o governante durante um almoço oferecido aos ‘media’.

O chefe do Executivo da região administrativa especial chinesa instou ainda a comunicação social “a prosseguir no caminho certo, a promover a justiça, a desempenhar de forma certa o seu papel fiscalizador e orientador, a espelhar a realidade com objetividade e imparcialidade, a transmitir energias positivas, e a apoiar os diversos serviços públicos na concretização das suas ações governativas”.

“Creio que, sob a firme liderança do Governo Central, com a atenção e o apoio da pátria, e ainda com a união e os esforços conjuntos de todos os setores sociais e dos residentes, iremos ultrapassar as dificuldades, transformar os perigos em oportunidades e progredir perante as adversidades”, salientou.

Após um ano marcado pela pandemia de covid-19, com impacto económico e social no território, Ho Iat Seng lembrou que, “atualmente, a situação pandémica a nível mundial continua a apresentar grandes oscilações”.

Por isso, antecipou, “no novo ano, ainda seremos afetados pela instabilidade provocada pela pandemia e pelo ambiente político e económico externo”.

Razão pela qual, apesar de 2021 trazer “novas oportunidades e novas esperanças”, no âmbito da prevenção pandémica o Governo (…) continuará empenhado na estratégia ‘prevenir casos importados e evitar o ressurgimento interno’”, afiançou.

Macau, após mais de 400 anos sob administração portuguesa, passou a ser uma Região Administrativa Especial da China a 20 de dezembro de 1999, com um elevado grau de autonomia acordado por um período de 50 anos.

Após a transferência da administração do território, Pequim definiu o papel de Macau como plataforma cultural e económica entre a China e os países lusófonos.

Pequim aplicou o princípio “Um País, Dois Sistemas”, que permitiu a Macau a manter o sistema capitalista e modo de vida, incluindo direitos e liberdades de que goza a população, com a região a ter autonomia em todas as áreas, exceto na diplomacia e na defesa.

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