Chance de Trump perdoar a si mesmo ganha urgência na semana final - Plataforma Media

Chance de Trump perdoar a si mesmo ganha urgência na semana final

Presidente pode tentar se proteger após telefonema a secretário da Geórgia e invasão do Capitólio.

Esta é a última semana de Donald Trump no poder. Seu mandato termina no dia 20 com a posse de Joe Biden. Como o restante de sua Presidência, porém, estes dias podem ser um vendaval. Paira a possibilidade —inédita e controversa— de que Trump decida perdoar a si mesmo de possíveis crimes.

Ele poderia utilizar o mecanismo conhecido como perdão presidencial. É um poder executivo com o qual um presidente pode blindar uma pessoa da Justiça. Os antecessores de Trump já o utilizaram, mas nunca aconteceu de um presidente querer proteger ele próprio, como agora.

Trump já deu sinais de que pensava nessa medida no passado. É o mesmo presidente, diga-se de passagem, que em 2016 disse em campanha que poderia aparecer na 5ª Avenida, atirar em alguém e não perder nenhum eleitor. Seu comportamento dá conta dessa ideia de invulnerabilidade.

Mas ficou tudo mais urgente nestes últimos dias de mandato, em especial depois de Trump aparecer em uma gravação pressionando Brad Raffensperger, secretário de Estado da Geórgia, a mudar o resultado das eleições presidenciais. Foi um crime federal, segundo especialistas em direito, por ser uma tentativa de manipular um pleito que não mostra sinais de fraudulência.

Também pesam os eventos do dia 6, quando uma turba de apoiadores do presidente invadiu o Capitólio, resultando em ao menos cinco mortes. Vozes tanto no Partido Democrata quanto no Republicano acusam Trump de ter incentivado aquela violência. Por isso, na quarta-feira (13) a Câmara aprovou seu impeachment por “incitação à insurreição”. Trump é o primeiro presidente americano a ser impedido duas vezes na Casa.

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