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O americano mais admirado

Numa fase ainda tensa do processo eleitoral das presidenciais norte-americanas, uma recente sondagem elegeu o atual presidente, Donald Trump, como a pessoa mais admirada pelo povo dos EUA. Trump conseguiu roubar a coroa a Obama e sair vitorioso entre todos os concorrentes. Poucos no ocidente,
excluindo os EUA, poderiam prever tal resultado.

Como todos sabemos, desde que Trump assumiu funções que tem criado imensa agitação, destruindo relações diplomáticas e causando conflitos domésticos numa luta entre brancos e negros por todo o país. Sob a sua liderança, os EUA, país com o sistema de saúde mais evoluído do mundo, perderam o controlo sobre a epidemia, com mais de 20 milhões de casos até ao momento e mais de 351 mil mortes, fazendo jus à fama de epicentro do vírus.

Porém, apesar de tudo isto, Trump foi eleito como o americano mais admirado. Donald Trump, ao receber este título mostra o quanto o país está dividido e o nível de influência que o próprio ainda mantém. A vitória de Trump revela ainda que o povo americano parece valorizar as figuras políticas sem considerar a capacidade de governação, mas sim o descaramento e o exibicionismo. A este nível, nem Obama nem Biden chegam aos calcanhares de Trump.

A ideologia de superioridade branca e americana é altamente popular no país, especialmente entre brancos, e os 74 milhões de votos recolhidos nas presidenciais de novembro é o melhor indicador disso mesmo.

Mas não podemos simplesmente ignorar a relação entre esta vitória de Trump como o homem mais admirado dos EUA e as eleições presidenciais, porque numa altura imensamente importante para a formalizaçãodo próximo presidente, Donald Trump venceu Obama, dono do título há 12 anos consecutivos. Este prémio revela a influência que Trump ainda detém no país. Sentindo-se o homem mais respeitado do mundo, Trump está radiante, afirma que a maioria da população está do seu lado e por isso disposto a lutar contra Biden até ao fim, incentivando os apoiantes a manifestarem-se em frente à Casa Branca, na passada quarta-feira.

*Editor Senior

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