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Há cada vez mais portugueses com demasiados estudos para o trabalho que fazem

Nuno Guedes

Trabalhadores mais jovens têm chegado ao mercado com mais qualificações, mas isso parece não estar a dar-lhes uma melhor situação profissional.

Há cada vez mais trabalhadores portugueses que têm mais escolaridade do que aquilo que precisam para o trabalho que fazem. A conclusão está num estudo publicado pelo Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia, onde se admite que a tendência pode estar relacionada com a “substituição dos trabalhadores mais velhos por mais novos e mais escolarizados, sem que tal se tenha refletido numa melhoria da situação profissional”.

O aumento tem acontecido quase todos os anos, de 2006 a 2018 (últimos dados avaliados), nas duas metodologias de análise seguidas pelo estudo. Nesse último ano, mais de 20% dos trabalhadores portugueses tinham aquilo que é identificado como “sobre-escolarização”, ou seja, a ocupação profissional exercida requer um nível de escolaridade inferior.

Na metodologia de análise que tentou perceber melhor as características específicas do mercado de trabalho português, a taxa de “sobre-escolarização” chega mesmo aos 26% em 2018.

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