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Covid-19 obriga a mudar muitos locais de voto nas presidenciais

Nuno Guedes

Em causa o distanciamento físico e a descida do número máximo de eleitores por mesa de voto.

Além dos problemas com o voto antecipado a partir de casa para quem está infetado ou com suspeita de ter Covid-19, as mesas de voto e os espaços físicos necessários para realizar as eleições presidenciais de 24 de janeiro são outro problema que está a preocupar os autarcas que têm de organizar, no terreno, o ato eleitoral.

Em causa as novas regras, aprovadas numa legislação de novembro, criadas para evitar contágios na ida às urnas, que já obrigaram a Comissão Nacional de Eleições (CNE) a emitir um esclarecimento sobre os locais de funcionamento das assembleias de voto e composição das mesas em contexto de pandemia.

O porta-voz da CNE, João Tiago Machado, confirma à TSF que têm recebido dúvidas de autarcas e é compreensível pois as novas normas reduziram de 1.500 para 1.000 o número máximo de eleitores por mesa de voto, alargando, igualmente, o espaço exigido entre as mesas.

Por exemplo, uma freguesia com 100 mil habitantes teria de ter perto de 66 mesas de voto antes e agora, pelas novas regras, terá de ter cerca de 100.

Além disso, as novas regras de distanciamento acabam com muitos casos em que numa sala existiam duas, três ou quatro mesas de voto.

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