Moro diz à PF que foi alvo do gabinete do ódio e implica Carlos Bolsonaro - Plataforma Media

Moro diz à PF que foi alvo do gabinete do ódio e implica Carlos Bolsonaro

O ex-ministro Sergio Moro (Justiça) disse à Polícia Federal que ouviu de ministros palacianos comentários sobre a ligação do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o filho 02 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com o chamado “gabinete do ódio”.

Moro afirmou ainda que foi alvo de ataques do grupo após ter deixado o cargo. O depoimento foi prestado à polícia no último dia 12 no inquérito dos atos antidemocráticos que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal). O teor do interrogatório foi revelado pelo jornal O Globo e confirmado pela Folha.

O “gabinete do ódio” é responsável por parte da estratégia digital bolsonarista. A existência do grupo foi revelada pela Folha em setembro do ano passado. O jornal mostrou que o bunker ideológico está instalado numa sala no terceiro andar do Palácio do Planalto, a poucos passos do gabinete presidência.

Moro foi convocado porque na época dos fatos em apuração ele era o titular da Justiça. A apuração busca elucidar o envolvimento de familiares e apoiadores do presidente com as manifestações que pediam fechamento do STF e do Congresso.

No Twitter, Carlos reagiu às declarações de Moro à PF. O vereador disse que “não há qualificação para mais essa tentativa boçal. Saudades de viver em um mundo em que homens eram homens”.

Leia mais em Folha de S.Paulo

Artigos relacionados
BrasilChina

Vice-presidente do Brasil critica embaixada da China após confito com filho de Bolsonaro

BrasilPolítica

Mulher de Sérgio Moro em livro: "Mais dia menos dia o sistema o detonaria"

Assine nossa Newsletter