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Em Cabo Delgado já não se contam os mortos

Cristina Lai Men

Na província do norte de Moçambique, o padre Edegard Silva Júnior conta que “há muitos corpos em decomposição nas aldeias e ao redor das estradas”, vítimas dos últimos ataques dos extremistas. Mas ninguém sabe quantos são os mortos.

O último ataque das milícias armadas, em Cabo Delgado, teve epicentro na missão católica de Nangololo, na aldeia de Muambula.

A partir daí, os extremistas destruíram cerca de dez aldeias vizinhas, numa ofensiva que durou 20 dias. A violência terminou no final da semana passada e para trás, ficou a destruição de casas, a igreja, a creche, a rádio comunitária – toda a missão católica, a segunda mais antiga da diocese de Pemba. E uma aldeia quase fantasma.

O padre Edegard Silva Júnior, que trabalhou em Muambula até Abril, conta que uma testemunha descreve a existência de “muitos corpos em decomposição nas aldeias e ao redor das estradas”, mas ninguém sabe quantas serão as vítimas.

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