Moçambique fecha o top 10 dos países com menos educação, menores rendimentos e parca expectativa de vida
A pobreza é um fenómeno que atinge diversas nações do mundo. Grande parte da população mundial, principalmente em países africanos, vive nessas condições. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é utilizado para medir o nível de pobreza das sociedades mundiais nos dias atuais, e leva em consideração questões como a educação, rendimentos e expectativa de vida
O ranking dos países mais pobres do mundo – bem como dos mais ricos – é definido considerando-se os elementos do IDH. Dessa forma, os 10 países mais pobres do mundo, de acordo com o relatório do desenvolvimento humano da ONU são o Níger, a República Centro-Africana, o Chade, o Sudão do Sul, o Burundi, o Mali, a Eritreia, a Serra Leoa e Moçambique.
Para chegar a este resultado, o IDH mede, especificamente e como já foi dito anteriormente, a educação, os rendimentos e a expectativa de vida de uma determinada sociedade. Esse padrão de classificação considera uma escala de 0,000 a 1 ponto. Quanto mais próximo o país estiver do zero, piores são as condições de vida da sua sociedade e mais baixa é a qualidade de vida daquele povo.
Quando se pensa, por exemplo, na educação, espera-se que a sociedade analisada seja alfabetizada integralmente, sem apresentar déficit de leitura ou interpretação textual, considerando-se o tempo médio que os alunos frequentam a escola e se eles sabem operações matemáticas básicas. Desse modo, quanto mais tempo a criança ou adolescente permanecer na escola, melhores serão as condições do país ser desenvolvido.
Os rendimentos são calculados pela divisão simples entre o Produto Interno Bruto (PIB) de um país e o seu número de habitantes. O PIB é a soma de todas as riquezas do país, através dos serviços e bens produzidos no ano em questão analisado. Dessa forma, chega-se ao rendimento per capita. Com a renda de um grupo, é possível identificar a sua capacidade de consumir.
Por último, através da saúde analisa-se a expectativa média de vida de uma sociedade. Quando a expectativa de vida é alta (em torno de 75 anos), significa dizer que aquele grupo social tem acesso a medicamentos, tratamentos de doenças, recursos médicos e saneamento básico. Em sentido inverso, encontramos uma sociedade com expectativa de média de vida baixa (abaixo de 50 anos), que não possui tratamentos médicos adequados e cuja população morre de problemas de saúde que poderiam ser controlados.