Brasil testa evolução da seleção portuguesa de râguebi sob o comando de Lagisquet - Plataforma Media

Brasil testa evolução da seleção portuguesa de râguebi sob o comando de Lagisquet

Os dois encontros com o Brasil, nos próximos sábados, são uma oportunidade para testar a evolução da seleção portuguesa de râguebi sob o comando de Patrice Lagisquet, disse hoje o técnico de nacionalidade francesa.

O selecionador de Portugal estreou-se em novembro de 2019 com uma derrota em São Paulo, precisamente frente aos ‘tupis’, por escassos dois pontos (26-24), e volta agora a encontrar o mesmo adversário, num duplo compromisso em que irá aproveitar, também, para “dar oportunidades a novos jogadores” para mostrarem que estão prontos para competir a nível internacional.

“O grande objetivo é conseguirmos jogar a um bom nível, ver o que evoluímos nos últimos 12 meses e ser ambiciosos, jogando tão bem quanto conseguirmos. E também dar uma oportunidade a novos jogadores, porque depois destes jogos começa a qualificação para o Mundial, em fevereiro, e é importante ter cerca de 40 jogadores que possam contar”, explicou Patrice Lagisquet, em declarações à agência Lusa.

Nesse sentido, o técnico lamentou os cancelamentos dos jogos contra as Ilhas Fiji e a Espanha, que seriam “duas boas oportunidades para avaliar o nível” de râguebi de Portugal e deixaram “toda a gente muito frustrada”, mas garantiu que o espírito de equipa “é muito bom” e que os jogadores estão “impacientes por voltar a jogar pela seleção”.

O grupo conta com alguns jogadores dos campeonatos profissionais franceses, mas sofreu baixas de última hora: Jean Sousa (Montalbanaise), Francisco Ferndandes (Béziers) e Geoffrey Moïse (Section Paloise), lesionados, não se juntaram aos trabalhos, assim como Danny Antunes (Massy), que está recuperado, mas ainda não teve oportunidade de voltar a jogar há vários meses e encontra-se sem ritmo.

Mike Tadjer (Montalbanaise), Anthony Alves (Grenoble) e Samuel Marques (Section Paloise) também estavam na convocatória de Patrice Lagisquet, mas acabaram por permanecer nos seus clubes uma vez que a divisão profissional francesa ProD2 continua a decorrer.

“Podemos dar oportunidades a outros jogadores e avaliar se podem jogar connosco”, desvalorizou Lagisquet, lembrando que isso poderá ajudar a enriquecer o grupo para que tenha “dois ou três jogadores por cada posição em janeiro”, quando começar a preparar os jogos de apuramento para o Mundial de 2023.

Questionado sobre se a pandemia de covid-19 pode prejudicar as aspirações dos ‘lobos’ na qualificação, Lagisquet foi taxativo ao afirmar que “o problema é igual para todas as equipas” do Europe Championship.

“Temos de nos adaptar. Quando se joga ao mais alto nível, tens de te adaptar às condições que encontras, pois elas são iguais para todas as equipas. Por isso, não deve ser um problema e é por isso que se torna tão importante ter um grupo de pelo menos 40 jogadores. Mas esperemos que a situação sanitária esteja melhor em janeiro”, concluiu o técnico.

Portugal defronta o Brasil no sábado e em 28 de novembro, em dois encontros particulares que marcam o regresso dos ‘lobos’ à competição depois de o Europe Championship 2020 ter sido abruptamente interrompido, em março, devido à pandemia de covid-19.

Os dois encontros com os ‘tupis’ chegaram a ser cancelados pela World Rugby, tal como os compromissos com as Ilhas Fiji (particular) e a Espanha (Championship), mas a insistência da Federação portuguesa junto do organismo que tutela a modalidade a nível mundial acabou por confirmar a sua realização.

Ambas as partidas terão início às 15:00, no Campo A do Centro de Alto Rendimento do Jamor, mas decorrem à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

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