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Negros e mulheres avançam nas urnas e aumentam presença nas eleições brasileiras

Guilherme Garcia, Ranier Bragon e Danielle Brant

Na estreia da cota racial, pretos e pardos eleitos para prefeituras subiram para 32% do total, índice ainda distante da realidade populacional

No ano de estreia da regra que obriga os partidos políticos a distribuir de forma proporcional a verba pública de campanha entre os candidatos brancos e negros, os pretos e pardos tiveram um avanço na eleição para prefeitos, mas o desempenho ainda está longe de refletir o retrato da população brasileira.

O resultado das urnas mostra que 32% dos prefeitos eleitos no primeiro turno, em todo o país, se declararam negros (pretos ou pardos). Os brancos somaram 67%.

Os números do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), compilados pelo DeltaFolha, mostram um avanço em relação a 2016, quando os prefeitos eleitos brancos, no primeiro turno, somavam 70,4%, contra 29% de negros.

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