Marcelo aponta para estado de emergência mais limitado do que em março - Plataforma Media

Marcelo aponta para estado de emergência mais limitado do que em março

Marcelo Rebelo de Sousa admite “erros” e “atrasos” na gestão que Portugal fez da pandemia e se, por exemplo, avançou bastante na capacidade de testagem, o mesmo não aconteceu com a capacidade de rastreio.

“Não evoluiu o suficiente”, disse esta noite o Presidente da República, em entrevista à RTP, admitindo também que houve “atrasos administrativos” na contração de novos profissionais para a área da Saúde. Mas ressalvou que as dificuldades na reação à pandemia foram uma realidade comum a todos os países.

Admitindo que a segunda vaga só era esperada no inverno, mas que “tudo acelerou” entretanto, Marcelo Rebelo de Sousa deixou um aviso: seguindo modelos matemáticos Portugal chegaria ao final do mês de novembro com perto de dez mil casos diários de contágio por covid-19.

“Se seguirmos os modelos puramente matemáticos temos uma possibilidade de duplicação todos os 15 dias”, alertou há momentos, em entrevista à RTP, sublinhando que nesse cenário “estaríamos a falar de 8, 9, 10 mil infetados”. O Presidente da República acrescentou que a “progressão matemática não tem batido certo com a realidade clínica” – nomeadamente porque há medidas que travam o contágio – mas advertiu que, com números próximos destes teremos uma pressão “muito séria” sobre o internamento e os cuidados intensivos.

É neste contexto que Marcelo insere o estado de emergência que foi pedido pelo Governo esta segunda-feira e já disse que será mais limitado do que foi em março. Por várias razões, uma das quais a receção pública das medidas – ” A sociedade está fatigada”. E juntou agora às preocupações sanitárias de março a preocupação com a economia e o emprego.

O aumento do conhecimento sobre a doença, bem como da capacidade de resposta do serviço nacional de Saúde foram outros pontos destacados pelo Presidente da República para justificar um estado de emergência de alcance mais limitado do que aconteceu há oito meses.

Outro cenário que mudou foi o do consenso político em torno do estado de emergência, com vários partidos a rejeitarem um confinamento, mesmo que parcial, sublinhou Marcelo.

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