Uma pedagoga de 32 anos de Olinda perdeu a guarda da filha de 9 anos depois de o pai da menina denunciar ao Conselho Tutelar que a criança sofria maus tratos por frequentar um terreiro de candomblé
As informações são do portal Universa, do Uol.
De acordo com o pai, a filha estava com os dentes infestados de larvas por beber sangue de animais durante as cerimônias da religião de matriz africana. No entanto, a informação foi desmentida pela dentista que atendeu a menina, que afirmou que os procedimentos realizados na clínica foram similares ao de qualquer criança na idade dela.
Conforme a mãe da menina, ela e a criança começaram a frequentar um terreiro de candomblé há quatro anos. Ela e o pai da garota, que é evangélico, são separados há 8 anos e tinham apenas um acordo verbal sobre as visitas e o pagamento de pensão.
Ainda segundo a pedagoga, ela só tomou conhecimento do processo, que corre em segredo de Justiça, quando foi buscar a filha, no final de agosto, na casa do pai. Na ocasião, ele falou que a menina “só sairia de lá sob ordem judicial”.
Pai fez duas denúncias
A mãe tentou fazer um boletim de ocorrência sobre o caso, mas não adiantou. Três dias depois, ele foi ao Conselho Tutelar e descobriu que o pai da menina havia feito duas denúncias por maus tratos. De acordo com a mãe, ela foi informada ainda de que havia uma audiência marcada para ela ser ouvida dali quatro dias.
No entanto, como já estava no local, os conselheiros anteciparam a audiência e depois pediram que ela aguardasse a decisão em casa. Porém, quatro dias depois, ela acabou tendo que passar um dia inteiro na instituição para ser informada de que o pai já detinha a guarda unilateral provisória da criança.
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