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Governo da Tailândia bloqueia ‘app’ Telegram para impedir convocação de protestos

O Governo da Tailândia bloqueou a aplicação de mensagens Telegram para tentar impedir a convocação de manifestações do movimento estudantil pró-democracia, que está a organizar protestos pelo sexto dia consecutivo, apesar do estado de emergência o proibir.

O Ministério da Economia e Sociedade Digital da Tailândia emitiu ontem um despacho, classificado como secreto, mas que foi divulgado por vários meios de comunicação locais, no qual ordena a suspensão por todos os provedores de serviço de Internet da aplicação (‘app’) de mensagens móveis.

A medida foi tomada um dia depois de o Governo ter bloqueado a página “Juventude Livre”, na rede social Facebook, que os manifestantes têm usado para convocar protestos em Banguecoque, desafiando o estado de emergência imposto em 15 de outubro, que proíbe reuniões de mais de cinco pessoas.

Horas depois desse bloqueio, os manifestantes pró-democracia abriram uma conta no Telegram, também chamada “Juventude Livre”, que já contabiliza cerca de 200 mil seguidores, e através da qual estão a ser organizados protestos para esta noite na capital do país.

O Governo decretou estado de emergência “severo” no dia seguinte a um grande protesto para pedir a demissão do Governo e reformas constitucionais e da monarquia, que esteve a poucos metros da comitiva da rainha Suthida e do príncipe Dipangkorn, o que foi considerado um gesto de rebelião sem precedentes.

O decreto que impôs o estado de emergência, em vigor até 13 de novembro, visa reprimir o movimento antigovernamental, que se tem desenvolvido de forma pacífica, e impedir a publicação de notícias que afetem a segurança nacional.

Entre as medidas adotadas para o efeito, o Governo ordenou hoje a quatro meios de comunicação locais para apagarem as notícias sobre a cobertura dos protestos pró-democracia, que reuniram milhares de pessoas em Banguecoque durante os últimos cinco dias.

De acordo com o decreto, reuniões políticas de cinco ou mais pessoas estão proibidas na capital e as autoridades podem deter qualquer manifestante que violar a medida por até 30 dias.

As autoridades detiveram mais de 80 manifestantes, incluindo quase todos os principais líderes do movimento estudantil, e, na sexta-feira, usaram canhões de água e mobilizaram centenas de polícias para dispersar à força a multidão.

As manifestações têm acontecido todos os dias, desde quarta-feira, com uma presença esmagadora de jovens estudantes, que desafiam o estado de emergência e exigem reformas democráticas no país.

A principal reivindicação do movimento estudantil, que começou em julho e vem ganhando força, é a demissão do primeiro-ministro, Prayut Chan-ocha, general que comandou o golpe militar de 2014 e que manteve o cargo em 2019 através de umas eleições muito controversas.

O movimento exige ainda a dissolução do parlamento e uma nova Constituição, uma vez que a atual foi elaborada pela extinta junta militar (2014-2019), para reduzir a influência do exército e da monarquia na política.

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