Músicos angolanos criticam canções com conotação sexual e pedem um "travão" - Plataforma Media

Músicos angolanos criticam canções com conotação sexual e pedem um “travão”

Pedem-se posicionamentos e reflexões sobre a música angolana

Pornografia, letras de arrepiar, incredulidade. Em Angola, aumenta a preocupação em muitos setores com a multiplicação de canções com forte cariz sexual.

Alguns músicos refletem em torno do percurso criativo e evolutivo da música angolana. “O que está a acontecer aqui em Angola é uma inversão de valores. As instituições de cultura devem ser mais rigorosas na aplicação e cumprimento das leis”, afirma Bruno Netho ao portal Voa Português. O músico lírico e professor, acrescenta ainda que “em maioria estão aqueles que cantam disparates, falam de sexo e outras ofensas como se estivessem a pedir pão”, pedindo um travão naquilo que considera ser um “circo”.

Para o veterano Carlos Lamartine, com o andar da carruagem, corre-se o risco de perda de identidade cultural. “O Estado tem de agir urgentemente”.

“A nossa sociedade está doente, daí que os nossos artistas, particularmente os da nova vaga, sem pejo nem pudor, fazem leviana e frequentemente recurso a obscenidades nas letras das suas canções ou nas suas danças, quando não às duas coisas, e usam-nas em qualquer espaço”, constata também Belmiro Carlos, músico e compositor, para quem a situação aparenta começar a estar “fora de controlo”.

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