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Singapurense condenado nos EUA a prisão por espionagem para a China

Lusa

Um tribunal de Washington condenou hoje a 14 meses de prisão um estudante universitário e consultor de Singapura por espionagem em favor da China.

Jun Wei Yeo, ou Dickson Yeo, admitiu em julho passado ser um agente não declarado de uma potência estrangeira.

Então condenado a 10 anos de prisão, a juíza federal Tanya Chutkan justificou a redução da pena pela cooperação mantida com as autoridades norte-americanas e pelos riscos de poder contrair covid-19 na prisão.

Doutorado em Políticas Públicas, Jun Wei Yeo, 39 anos, foi detido em novembro de 2019 e passou 11 meses detido e confessou, depois, ter sido recrutado em 2015 por agentes chineses, inicialmente para fornecer informações sobre países da Ásia, mas mais tarde foi chamado para se concentrar nos Estados Unidos.

Em 2018, o agora sentenciado montou uma empresa fantasma de consultoria e empregou militares ou oficiais do governo dos Estados Unidos que trabalhavam em áreas sensíveis.

Segundo a acusação, os consultores escreveram vários relatórios que acreditavam serem destinados a clientes asiáticos quando “foram reenviados para o Governo chinês”.

O perfil de Jun Wei Yeo na rede profissional LinkedIn apresentava-o como um “especialista em risco político construindo pontes entre a América do Norte, Pequim, Tóquio e o Sudeste Asiático”.

Hoje, numa audiência organizada por videoconferência, Jun Wei Yeo disse lamentar o sucedido, tendo garantido que não tinha intenção de causar danos. 

Ressalvou, porém, ainda apoiar a China.

“Vou puni-lo pelo que fez, não pelo que pensa”, replicou a juíza Chutkan, sublinhando que a operação foi “destinada a enfraquecer os Estados Unidos em benefício da China”.

“Posso dizer que o senhor é um homem muito instruído e não tenho qualquer dúvida sobre o facto de saber o que estava a fazer”, acrescentou.

Entre os consultores atraídos pela empresa-fantasma está um civil que trabalhava no projeto do avião militar furtivo F-35B, um alto responsável do Pentágono e um membro do Departamento de Estado, pagos até 2.000 dólares (1.700 euros) por cada relatório.

A acusação sublinhou hoje que Jun Wei Yeo falhou, no entanto, em transmitir informações confidenciais a Pequim.

O processo insere-se num contexto de grande tensão entre a China e os Estados Unidos, que, em julho, ordenou o encerramento do consulado chinês em Houston, suspeito de ser um “epicentro” para os espiões do regime comunista.

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