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Delta chega à Louisiana e é o 10º furacão a atingir a costa dos EUA

Leo Mouren

O Delta atingiu a costa da Louisiana como um furacão de categoria dois na tarde desta sexta-feira (9), com ventos de 155 km/h, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês). Este é o décimo ciclone dos Estados Unidos este ano, um recorde, segundo meteorologistas.

O furacão foi rebaixado para categoria 1 após tocar terra pela tarde como categoria 2, em uma escala que vai até 5, com ventos de 155 km/h, informou o NHC.

O Delta se tornou o décimo furacão a tocar terra americana neste ano, um recorde, informaram meteorologistas. Seis desses fenômenos climáticos atingiram o estado de Louisiana, que ainda se recupera do estrago causado pelo furacão Laura, que atingiu a costa dos Estados Unidos como um categoria 4 em final de agosto.

A Guarda Nacional dos EUA foi mobilizada, enquanto a população da costa do estado, no sudeste do país, abandonou suas casas, diante da ameaça de fortes tempestades e inundações.

“Não sei se teremos uma casa quando voltarmos”, desabafou Kimberly Hester, moradora de Lake Charles, Louisiana (sudeste), por onde o Delta passará.

Esta cidade de cerca de 75.000 habitantes é conhecida por suas refinarias de petróleo e está no meio da trajetória prevista para o furacão.

O NHC informou que “uma inundação muito perigosa” era esperada ao norte da costa do Golfo do México, com inundações de até três metros. 

O furacão já passou pela península mexicana de Yucatán sem causar grandes danos e sem vítimas relatadas.

Impactado golfo

Muitos na costa da Louisiana ainda se recuperam do furacão Laura, que chegou no final de agosto com uma categoria 4 na escala de cinco níveis Saffir-Simpson.

O governador da Louisiana, John Bel Edwards, pediu aos residentes que fossem extremamente cautelosos com o Delta e anunciou que 2.400 membros da Guarda Nacional foram mobilizados para ajudar.

O Delta deve impactar “a área do nosso estado que está menos preparada”, disse Edwards, na noite de quinta-feira.

“Por favor, concluam os preparativos agora. Nós vamos superar isso”, disse ele aos residentes.

Na cidade de Lake Charles, onde destroços de madeira e árvores derrubadas pelo furacão Laura ainda estão nas ruas, Shannon Fuselier perfura placas de madeira nas janelas da casa de um amigo para protegê-las. 

Muitas casas no bairro estão cobertas por lonas devido aos danos causados por furacões anteriores.

Fuselier diz que vai ficar em casa, porque não acha que Delta seja poderoso o suficiente para ter que fugir. O governador Edwards avisou, porém, que o Delta pode fazer voar como mísseis os destroços de tempestades anteriores.

Na quinta-feira, o tráfego estava congestionado em ambas as direções da Lake Charles, devido à multidão saindo da cidade.

Terry Lebine já havia partido para a cidade de Alexandria, cerca de 100 km ao norte, devido ao furacão anterior e se prepara para fugir mais uma vez.

“É exaustivo”, disse à AFP. “Tenho minha mãe de 81 anos em um estado de saúde que não é dos melhores. Mal voltamos para casa depois de Laura e temos que partir novamente por causa do Delta. Ficamos duas, ou três, semanas em casa”, conta.

O Delta é a 26ª tempestade de uma temporada de furacões no Atlântico incomumente ativa. Em setembro, os meteorologistas ficaram sem nomes para designá-los e tiveram de usar letras do alfabeto grego.

À medida que a temperatura das águas oceânicas aumenta, devido à mudança climática, os furacões se tornam mais fortes. De acordo com os cientistas, o número de tempestades de categoria 4 e 5, as mais perigosas, provavelmente aumentará.

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