FMI perdoa dívida de Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé por mais seis meses - Plataforma Media

FMI perdoa dívida de Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé por mais seis meses

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou uma segunda parcela de seis meses de alívio do serviço da dívida para 28 dos países mais pobres do mundo. Entre eles Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

Com esta medida, que se segue a uma idêntica decretada em meados de abril para 25 países, pretende-se auxiliar estas nações a cobrir o pagamento da dívida para com o FMI nos próximos seis meses (de 14 de outubro de 2020 a 13 de abril de 2021) e “libertar os escassos recursos para esforços em termos de emergência médica e ajuda” face à pandemia de covid-19.

Os países que receberam a primeira parcela da ajuda em abril são Afeganistão, Benim, Burkina Faso, República Centro-Africana, Chade, Comores, República Democrática do Congo, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Haiti, Libéria, Madagáscar, Malawi, Mali, Moçambique, Nepal, Níger, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, Ilhas Salomão, Tajiquistão, Togo e Iémen.

Este alívio da dívida é canalizado pelo Fundo Fiduciário de Assistência e Resposta a Desastres, que permite ao FMI fornecer subsídios aos países mais pobres e vulneráveis atingidos por desastres naturais ou de consequências severas para a saúde pública.

Sujeito a recursos suficientes do fundo, as doações podem ser feitas por um período de dois anos, até meados de abril de 2022, por um valor total estimado de 959 milhões de dólares.

A meta do FMI é dotar este fundo fiduciário com 1,4 mil milhões de dólares para que também se possa responder a outras necessidades no futuro.

Recorde-se que o FMI no dia 16 de setembro o pedido de Angola para o aumento da assistência financeira, desembolsando de imediato mil milhões de dólares e elevando o total do programa para quase 4,5 mil milhões de dólares.

Este artigo está disponível em: English

Related posts
PortugalSociedade

FMI: "Proteção dos contratos sem termo em Portugal é das mais fortes da zona euro"

EconomiaMundo

Europeus foram além da lei nos confinamentos porque a pandemia foi muito mais grave

AngolaCabo Verde

FMI apresenta hoje previsões económicas para África subsaariana

MundoSociedade

Papa pede que FMI e Banco Mundial reduzam dívidas de países pobres

Assine nossa Newsletter