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Maduro diz que o filho participará nos testes da vacina Sputnik V

AFP

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse neste domingo (4) que seu filho participará dos testes clínicos previstos no país caribenho da vacina russa contra o novo coronavírus, a Sputnik V. 

“Nesta fase clínica de testes, meu filho, Nicolás Ernesto Maduro Guerra, me informou a decisão de se vacinar com a vacina russa, de se incorporar à prova. Acho muito bom”, expressou o chefe de Estado socialista durante um programa transmitido pela TV estatal VTV. A irmã do presidente também será voluntária nos testes. 

Maduro Guerra, de 30 anos, é político e integra, assim como seu pai, o governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). 

Um primeiro lote de vacinas Sputnik V chegou à Venezuela na sexta-feira, anunciou o governo, que tem prevista a participação de 2.000 venezuelanos nos testes. 

A Rússia se tornou em 11 de agosto no primeiro país a aprovar uma vacina contra a covid-19, batizada Sputnik V em homenagem ao primeiro satélite lançado no espaço, em 1957, mas o anúncio foi recebido com desconfiança. Atualmente, desenvolve a fase 3 dos testes (etapa de testes em humanos), na qual, segundo Moscou mais de 40.000 voluntários são vacinados. 

Já em agosto, o governo Maduro tinha anunciado que a Venezuela se integraria a esta fase. 

“Quando estiver encerrada toda a fase científica, clínica, de testes, virá a vacinação voluntária (…) Assim que começarmos a vacinação em massa (…), eu serei o primeiro a tomá-la”, afirmou Maduro. 

A Rússia é um dos principais aliados de Maduro frente à pressão internacional liderada pelos Estados Unidos, que querem retirá-lo do poder por considerar fraudulenta sua eleição. Washington apoia o líder parlamentar opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por meia centena de países. 

“Usam nosso povo como cobaias”, criticou Guaidó, ao comentar a decisão de incluir a Venezuela nos testes com a vacina russa. 

Segundo cifras oficiais, contestadas pela oposição e organizações como a Human Rights Watch, até este sábado a pandemia de covid-19 havia provocado no país de 30 milhões de habitantes 77.646 contágios confirmados e 649 mortes. 

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