Quatro anos após acordo de paz, o crime organizado voltou à Colômbia - Plataforma Media

Quatro anos após acordo de paz, o crime organizado voltou à Colômbia

Com menos registos de homicídios, o país vive uma nova onda de violência nos últimos meses

As fortes chuvas que caíram em quase toda a Colômbia no dia 2 de outubro de 2016 pareciam um mau agouro. Naquele dia, a população decidiria, por meio de um plebiscito, se o acordo que havia sido elaborado pelo Estado e a então guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) seria colocado em prática.

As pesquisas previam uma vitória apertada do “sim”. Escolher a opção de terminar com uma guerra de mais de 50 anos que deixara 220 mil mortos parecia óbvia. Ainda mais depois de meses de propaganda do governo do então presidente Juan Manuel Santos, amparado por forte apoio internacional.

Só que, naquele dia, ganhou o “não”. A campanha para a rejeição do documento havia sido liderada pela figura política mais popular do país, o ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010). Seu discurso e o de seu partido, o então minoritário Centro Democrático, eram de que o acordo “entregava o país às Farc” e fazia demasiadas concessões à guerrilha ao criar um tribunal especial que não distribuiria penas de prisão, apenas de reparação.

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