Singapore Airlines cancela "voos para lugar nenhum" - Plataforma Media

Singapore Airlines cancela “voos para lugar nenhum”

A companhia aérea Singapore Airlines anunciou o fim dos “voos para lugar nenhum”, devido ao burburinho criado em torno ao impacto ambiental. Estes voos eram um balão de oxigénio para as cofres da empresa e um escape para quem queria matar as saudades de viajar.

A crise na aviação criada pela pandemia levou várias companhias aéreas a criar uma opção curiosa. Voos cujo aeroporto de partida era o mesmo de chegada. Austrália, Japão e Taiwan seguiram esse caminho para garantir receitas.

Essa solução foi criada para aquelas pessoas que queriam matar as saudades de viajar, mesmo em época de pandemia, com todas as restrições implementadas. Surpreendentemente, a oferta tornou-se muito popular.

No entanto, a Singapore Airlines acabou por retirar do mercado essa opção. A companhia aérea de Singapura, que tem a maior parte das aeronaves paradas e despediu milhares de funcionários, recebeu diversas críticas e acabou por optar pelo cancelamento dos “voos para lugar nenhum”.

A empresa criou diversos produtos para fazer face à crise criada pela pandemia e gerar receitas, como passeios turísticos de avião ou a oportunidade de almoçar ou jantar a bordo de um Airbus A380, o maior avião comercial do mundo. 

Diversas organizações ambientais manifestaram a sua oposição aos “voos para lugar nenhum” da Singapore Airlines. A SG Climate Rally acusou a empresa de estimular a emissão de carbono em viagens sem um bom motivo.

“Acreditamos que as viagens aéreas causam danos ambientais e este é o momento ideal para pensarmos de forma séria sobre as transições em vez do desejo de retornar a um status quo destrutivo.”

A Singapore Airlines anunciou o corte de 4300 postos de trabalho, equivalente a 20% do total de funcionários, no início de setembro.

A International Air Transport Association divulgou que as companhias aéreas da região Ásia-Pacífico devem perder cerca de 27.8 mil milhões de dólares em 2020. Além disso, as previsões apontam para que a recuperação do setor até níveis pré-pandemia só ocorra em 2024.

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