Suécia de um lado, o resto do mundo do outro. A pandemia afastou o país escandinavo da norma. Ali, nunca foi decretado isolamento social, nem o uso obrigatório de máscara
Uma abordagem que que gerou polémica, sobretudo quando, em maio, o número de mortes per capitas disparou para uma das mais altas, a nível mundial. O cenário inverteu-se nas semanas seguintes, mantendo o governo sueco a mesma estratégia de combate ao coronavírus.
Sentado numa esplanada, perto do centro de Estocolmo, António Afonso conversa com a mesma naturalidade que vê em seu redor, num início de tarde.
“Estou junto ao museu da cidade e aqui, praticamente quase poderia dizer que a situação, ao olhar à minha volta, não pensaríamos que existe esse problema cá, da Covid-19. Onde estou, junto a uma saída da estação do metro, só vejo passar pessoas, sem máscara. É um sitio bastante concorrido, mas não vejo absolutamente nada que possa indicar que há qualquer problema nesta sociedade”.
António Afonso é emigrante na Suécia há 55 anos. Teve várias profissões, até à reforma. Não tem dúvidas que respeito e organização são as palavras que melhor definem os suecos, e que explicam a estratégia de combate à Covid-19, em que nunca foi imposto nem o confinamento, nem o uso obrigatório de máscara.
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