O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi assegurou ao homólogo brasileiro, Ernesto Araújo, que Pequim está disposta a trabalhar para construir em conjunto com Brasília um “plano mais elevado” de cooperação científica e de inovação, incluindo a nova geração de comunicações também conhecida por 5G.
A conversa de Yi com Araújo aconteceu sexta-feira, via telefone, dia que coincidiu com a chegada ao Brasil do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo. A China e os EUA estão envolvidos numa disputa cerrada sobre a adoção pelo Brasil da nova geração de comunicações, conhecida por 5G.
Segundo a transcrição da conversa, publicada pela agência noticiosa chinesa Xinhua, Wang Yi disse que a China está disposto a expandir a cooperação de investimentos com o Brasil em diferentes campos, incluindo petróleo e gás, eletricidade, mineração e construção de infraestruturas.
Wang disse que os dois lados vão criar um “novo patamar” de cooperação científica e de inovação e promoverão novas plataformas de cooperação, como a economia digital, a energia limpa, a agricultura inteligente, a telemedicina, as cidades inteligentes, as comunicações 5G e os big data, para promover a modernização industrial e a transformação digital entre ambos.
A China continuará a abrir o mercado para os produtos agrícolas de alta qualidade brasileiros e dará as boas-vindas ao Brasil para participar da terceira China International Import Expo, disse Wang.
Wang acrescentou que a China e o Brasil são mercados emergentes importantes e não há conflito de interesses fundamental entre ambos, com a cooperação a superar em muito a competição e o consenso a sobrepor-se às diferenças.
Araújo agradeceu à China a assistência material anti pandémica ao Brasil, dizendo que o país está disposto a fortalecer ainda mais a cooperação com a China na pesquisa, desenvolvimento e produção de vacinas.
Disse ainda que o Brasil está pronto para dar pleno andamento aos mecanismos de cooperação existentes, aprofundar a cooperação prática em áreas como agricultura, comércio e investimentos, proteção ambiental, energia limpa e economia digital, de modo a impulsionar a parceria estratégica abrangente China-Brasil a um novo nível.