EUA consideram "fanfarronice militar" manobras chinesas em Taiwan

EUA consideram “fanfarronice militar” manobras chinesas em Taiwan

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, apelidou de “fanfarronice militar” o anúncio da China de exercícios militares perto de Taiwan.

A China anunciou hoje ter lançado exercícios militares perto de Taiwan, em resposta à chegada de um responsável governamental norte-americana à ilha, que Pequim reclama fazer parte da China.

“Enviámos uma delegação a um funeral e os chineses responderam com fanfarronice militar”, disse Pompeo, durante uma conferência de imprensa, referindo-se à deslocação de Keith Krach, subsecretário de Crescimento Económico, e Robert Destro, subsecretário de Democracia e Direito Humanos, a uma homenagem ao falecido Presidente de Taiwan, Lee Teng-hui.

Pequim, que considera que Taiwan é uma província rebelde que deve ser reintegrada na China, organizou manobras navais e aéreas na região, alegando “a defesa da unidade nacional”, de acordo com uma fonte do Ministério de Defesa.

De acordo com essa fonte, participam nessas manobras 18 aviões militares, que entraram no espaço aéreo de Taiwan, que ativou o seu sistema de mísseis antiaéreos para rastrear a atividade da Força Aérea chinesa.

A delegação norte-americana que se deslocou a Taiwan inclui ainda funcionários do Departamento de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, de Administração de Comércio Internacional, bem como a embaixadora para Assuntos Globais da Mulher, Kelly Currie, e o ex-secretário adjunto de Defesa, Robert Schriver.

Krach realizou uma reunião com funcionários do Governo taiwanês, para preparar o caminho para uma possível cimeira económica e um almoço com representantes de empresas de semicondutores, redes de comunicação e outras indústrias de tecnologia.

Apesar de a visita ter sido preparada de forma discreta pelo Governo dos EUA, o Governo chinês decidiu responder com exercícios militares junto da costa de Taiwan, em plena escalada de tensões entre Washington e Pequim.

Hoje mesmo, o Departamento de Comércio anunciou que vai proibir a utilização de duas aplicações tecnológicas chinesas, a TikTok e WeChat, alegando razões de “segurança nacional”, explicando que receiam que as empresas que gerem essas redes sociais podem transmitir dados de norte-americanos para o Partido Comunista Chinês.

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