O risco financeiro de sediar os Jogos Olímpicos é semelhante ao de desastres naturais - Plataforma Media

O risco financeiro de sediar os Jogos Olímpicos é semelhante ao de desastres naturais

Cidades que estejam a considerar uma candidatura para serem a sede dos Jogos Olímpicos deveriam calcular o risco financeiro usando modelos aplicados a desastres naturais, pandemias e guerras, avisa um estudo da Universidade de Oxford

O estudo, intitulado, “Regression to the Tail: Why the Olympics Blow Up”, acusa o Comitê Olímpico Internacional (COI) de minimizar o que os pesquisadores definem como riscos inevitáveis de grandes estouros de custo.

O relatório sugere que as cidades que pensam em se candidatar a sediar eventos olímpicos deveriam temperar suas ambições e presumir que o orçamento previsto para os Jogos terá de ser triplicado.

O COI e os organizadores da Olimpíada de Tóquio 2020 estão lutando com as dificuldades logísticas relacionadas a realizar o evento com atraso, e, de acordo com os cálculos dos pesquisadores de Oxford, os Jogos do Japão já se tornaram os mais dispendiosos de todos os tempos.

A proposta original da capital japonesa calculava um custo de US$ 7,3 bilhões (cerca de R$ 39 bilhões na cotação atual) para organizar os Jogos, mas a agência nacional de auditoria do Japão, que destacou que o governo embutiu diversos custos do evento em orçamentos não olímpicos, estimou que o custo final possa ser até três vezes mais alto.

Ainda que as autoridades japonesas continuem a insistir em que a Olimpíada está pronta para seguir adiante a despeito das preocupações atuais com relação ao coronavírus, o apoio do público do país aos Jogos parece estar se reduzindo. Uma recente pesquisa com 13 mil empresas japonesas, conduzida pela Tokyo Shoko Research, constatou que mais de metade delas se opunha à realização no próximo ano.

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