Alemanha pede a retirada da Lei de Segurança de Hong Kong - Plataforma Media

Alemanha pede a retirada da Lei de Segurança de Hong Kong

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, também critica as ‘ameaças’ de Wang Yi à República Checa depois da viagem de alto cargo checo a Taiwan

A Alemanha exortou, esta terça-feira, a China a retirar a Lei de Segurança Nacional imposta em Hong Kong e a permitir que observadores internacionais visitem os uigures de Xinjiang, marcando o fim da viagem oficial do Ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, à Europa.

Numa entrevista coletiva após conversas bilaterais, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão Heiko Maas também criticou as “ameaças” de Wang Li contra à República Checa depois do presidente da Assembleia do país ter viajado até Taiwan, uma discussão que ofuscou o foco pretendido de Pequim na cooperação com a maior economia da União Europeia (UE).

A Alemanha, que atualmente detém a presidência da UE, planeia organizar uma conferªencia especial com o presidente da China, Xi Jinping, no final deste mês. Outros líderes da UE também devem comparecer, numa tentativa de aumentar a pressão sobre Xi para aceitar um acesso mais amplo ao mercado para as empresas da UE como parte de um acordo de investimento UE-China ainda em negociação.

Quatro dos cinco países europeus que Wang visitou levantaram publicamente preocupações sobre Hong Kong, deixando o oficial chinês na defensiva, repetindo a necessidade do país conter os movimentos independentistas de Hong Kong.

Maas, no entanto, rejeitou a garantia de Wang Li de que as liberdades de Hong Kong estavam protegidas pela nova lei. “Queremos que o princípio ‘um país, dois sistemas’ seja aplicado da forma mais completa possível”, pediu.

Maas também alertou que as eleições para o Conselho Legislativo ocorressem em Hong Kong “de forma rápida e desimpedida”. As eleições, planeadas para setembro, foram adiadas devido à pandemia de Covid-19 que assola o mundo. Grupos de oposição democrática veem o adiamento como ilegítimo.

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