Manifestação leva Angola a substituir responsável pela saúde da Embaixada em Portugal - Plataforma Media

Manifestação leva Angola a substituir responsável pela saúde da Embaixada em Portugal

O Governo angolano substituiu a responsável do setor da saúde da Embaixada de Angola em Portugal, o qual tem merecido fortes críticas dos doentes angolanos que se queixam de passar fome e de terem sido abandonados pelo seu país.

A exoneração de Rosa da Silva de Almeida e a nomeação de João José Bastos dos Santos para o cargo de responsável deste setor foram formalizadas através de dois despachos do ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António.

Rosa da Silva de Almeida tinha sido nomeada para estas funções em junho de 2017.

O setor da Saúde da Embaixada de Angola em Portugal tem sido alvo de várias críticas dos doentes angolanos que se encontram em Portugal a fazer tratamentos.

Várias dezenas de doentes realizaram nos últimos meses duas manifestações frente à Embaixada de Angola em Lisboa, contra o atraso no pagamento dos apoios para esta estadia em Portugal por motivos de doença.

Vitorino Leonardo, secretário-geral da Associação dos Doentes Angolanos em Portugal (ADAP), disse hoje à Lusa que já tomou conhecimento desta substituição e que espera agora que o apoio aos compatriotas se torne uma realidade, até porque estes doentes atravessam “problemas sérios”.

“Ainda não fomos contactados, mas queremos ser recebidos pelo senhor embaixador e pelo novo responsável da saúde da embaixada. Eles precisam tomar conhecimento das situações muito graves por que passam estes doentes em Portugal”.

De acordo com Vitorino Leonardo, são cerca de 600 os doentes angolanos em Portugal, 150 dos quais a viver em duas pensões em Lisboa que há mês e meio deixaram de fornecer a única refeição que estes cidadãos tomavam, devido ao atraso nos pagamentos dos subsídios da parte do Governo angolano.

Por essa razão, a ADAP promoveu uma manifestação na segunda-feira, frente a esta embaixada, durante a qual cerca de 30 doentes gritaram que estão a passar fome e que devido a esta carência alimentar o seu estado de saúde está a agravar-se.

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