O efeito censura da lei de segurança em Hong Kong nas universidades de elite americanas - Plataforma Media

O efeito censura da lei de segurança em Hong Kong nas universidades de elite americanas

O efeito da nova lei de segurança nacional que a China impôs a Hong Kong chega aos campus universitários dos EUA. As aulas em algumas universidades de elite terão um aviso este outono: “Este curso pode conter material considerado politicamente sensível pela China”

Algumas das mais reputadas universidades dos Estados Unidos estão a planear medidas para proteger os alunos e o corpo docente de eventuais processos judicias pelas autoridades chinesas, relata um artigo do The Wall Street Journal.

A questão tornou-se particularmente urgente porque, pelo menos o primeiro semestre em muitas universidades norte-americanas será preenchido com aulas online, na maioria. Ou seja, alguns estudantes da China e Hong Kong vão-se ligar com os seus colegas norte-americanos através de plataformas vídeo como o Zoom.

Quase 370.000 estudantes chineses e cerca de 7.000 de Hong Kong matricularam-se em universidades norte-americanas no ano letivo de 2018-19. Muitos deles escolheram cadeiras de Legislação Política e Cultura chinesas porque querem aprender mais sobre o seu país.

Na Universidade de Princeton, por exemplo, os estudantes da cadeia de Política Chinesa vão assinar os seus trabalhos com códigos em vez dos seus nomes, por forma a proteger as suas identidades.

“Não podemos praticar autocensura”, afirmou ao The Wall Street Journal Rory Truex, Professor Assistente que ensina Política Chinesa em Princeton. “Se nós, como comunidade docente do ensino chinês, por medo, pararmos de discutir temas como Tiananmen ou Xinjiang ou qualqueroutro tópico sensível para o governo chinês, então estaremos perdidos”. A sua cadeira vai passar a ter o aviso nas sebentas de que ali serão discutidos “temas sensíveis” para Pequim.

Na Universidade de Amherst, um professor está a estudar a possibilidade de usar chats anónimos online para que os seus alunos possam falar livremente. E a famosa Harvard Business School pode vir a dispensar alunos de discutir politicamente tópicos sensíveis para a China se eles estiverem preocupados com os riscos.

Meg Rithmire, que ensina Ciência Política na Harvard Businness School, planeia medidas de proteção para os seus 800 alunos num curso de cinco anos. Um dos temas em discussão na sua cadeira exige que os alunos leiam diários de muçulmanos da minoria uiguir mantidos em campos de concentração na região de Xinjiang, na China. Outros tópicos cobertos em Ciência Política relativos à política chinesa são Hong Kong, Taiwan, e o Partido Comunista Chinês.




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