Yolanda Paxe terá sido forçada a fazer trabalhos administrativos na Escola 5144, no Zango 0, antes do Ministério da Educação ter emitido uma circular que orienta a comparência dos professores nos seus locais de trabalho. A instituição só foi desinfestada 15 dias depois, por pressão do Sindicato
A professora realizou trabalhos no Instituto Politécnico de Administração e Serviços até ao dia 24 de Julho, período em que terá entrado em contacto com membros da direcção e os demais funcionários. Segundo Zacarias Jeremias, membro da direcção do Sindicato de Professores e Trabalhadores do Ensino Não Universitário (SINPTENU), a docente viria a falecer três dias depois, isto é, no dia 27 do mesmo mês, diagnosticada com a Covid-19.
Fruto disso, a direcção do sindicato solicitou que fossem testados todos os professores e trabalhadores não docentes, contactos directos da vítima, sendo que os resultados deram todos negativos. De seguida, o SINPTENU solicitou que fossem parados todos os trabalhos na referida instituição e se fizesse uma desinfestação, o que apenas veio a acontecer 15 dias depois. “Repare que a nossa colega morreu no dia 27 de Julho e a escola só foi desenfestada no dia 10 de Agosto.
Enquanto isso, alguns colegas foram aparecendo para cumprir a circular do Ministério”, disse. O sindicalista questiona as motivações que levaram a direcção do referido instituto a convocar a professora para fazer trabalhos administrativos, numa altura em que ainda não tinha sido exarada a directiva ministerial que orienta os professores a comparecerem nas escolas. “O que levou a direcção a obrigar a professora a ir trabalhar se não havia nenhuma orientação… Não se sabe onde ela apanhou a Covid, mas poderia contaminar outros colegas”.
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