Fábrica de pólvora em Luanda preocupa, depois do incidente em Beirute

por Guilherme Rego
César Esteves

Simão de Sousa Pereira Inglês, comandante para os Objectivos Estratégicos da Polícia Nacional, teme que a situação vivida no bairro “Pólvora”, envolto numa fábrica do produto, possa dar lugar a um incidente semelhante ao ocorrido em Beirute, no Líbano.

O comandante mostra-se preocupado com o facto de a fábrica de pólvora Santa Barbara, que trabalha com material explosivo, estar rodeada de residências. Em declarações exclusivas ao Jornal de Angola, ontem, no final de uma visita à sede da empresa Edições Novembro, no âmbito de um programa de constatação da realidade das firmas sob a vigilância do organismo que dirige, disse ser urgente que se corrija a falha, de modo a evitar-se que Angola venha, um dia, a viver a mesma situação ocorrida em Beirute, no Líbano.

“Aí, se mete um fósforo, aquele bairro todo do Kikolo desaparece”, alertou o comandante, tendo acrescentado que “aquilo é um barril autêntico de pólvora”. Simão de Sousa Pereira Inglês, que se encontra nas funções desde Fevereiro, ressaltou que, no passado, a fábrica estava a quilómetros do centro da capital. O comissário sugere, no mínimo, uma distância de 100 metros entre as casas e a fábrica de pólvora.

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