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IURD Angola avança com nova queixa-crime contra pastores angolanos dissidentes

A igreja alega que os pastores dissidentes convocaram ilicitamente uma Assembleia-Geral extraordinária, na qual foi deliberada a destituição da direção da IURD. A ata que destituiu a direção foi considerada falsa por cartório

 A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) Angola avançou com nova queixa-crime contra bispos e pastores angolanos dissidentes- A queixa foi apresentada depois de o 4.º Cartório Notarial de Luanda atestar como falsa a ata que destituiu a direção.

O anúncio foi hoje feito em conferência de imprensa realizada pela direção da IURD Angola, que contou com a presença do vice-presidente da igreja, o bispo António Ferraz, entre outros.

Segundo o pastor angolano Alberto Segunda, recentemente tomaram conhecimento que os pastores dissidentes convocaram ilicitamente uma pretensa Assembleia-Geral extraordinária da igreja. Nessa reunião, foi deliberada a destituição e a dissolução dos verdadeiros membros da direção da IURD.

Desde novembro de 2019 que os religiosos da IURD enfrentam divergências internas com um grupo de cerca de 300 pastores e bispos angolanos.

No âmbito da referida Assembleia-Geral extraordinária foi empossado, enquanto coordenador da autointitulada Comissão de Reforma da IURD, o dissidente Valente Bezerra Luís. Deu-se assim por findo “todo o serviço eclesiástico pela IURD-Angola dos missionários brasileiros em todo o território nacional”.

“No passado dia 30 de julho, a IURD Angola tomou conhecimento de que essa pretensa ata foi publicada no Diário da República, III Série, nº 81, de 24 de julho de 2020”, referiu Alberto Segunda, porta-voz da igreja.

Face ao novo facto, a IURD Angola contactou o 4º Cartório Notarial de Luanda para esclarecer a situação. A resposta foi que a referida ata publicada em Diário da República não foi elaborada por aquela instituição, “presumindo-se desde logo, tratar-se de um ato notarial forjado e, por sequência, completamente falso”.

Para a IURD Angola, este esclarecimento e revelação “é da maior importância e vem atestar a gravidade dos atos criminosos praticados pelos membros da Comissão de Reforma”. Por isso, a igreja apresentou, hoje, uma nova queixa-crime contra os subscritores da ata.

“As ilegalidades cometidas pelos referidos membros da “Comissão de Reforma” são inadmissíveis num Estado de Direito como a República de Angola, abalando e minando a confiança que os cidadãos justificadamente colocam nas instituições deste país, como é o caso dos Cartórios Notariais e da Imprensa Nacional – E.P., que foram indevidamente utilizados por aqueles como veículos para a persecução dos seus fins ilícitos”, disse Alberto Segunda.

De acordo com Alberto Segunda, “a ata é falsa, porque vem já de alguns atos viciosos, a começar pela assembleia extraordinária, porque a única pessoa legítima para convocar a assembleia é o presidente interino, bispo Ferraz, nenhuma outra pessoa estava autorizada a convocar esta assembleia”.

A IURD Angola reitera que são membros legítimos dos seus órgãos sociais, eleitos em Assembleia-Geral de dezembro de 2019, o bispo António da Silva, presidente, o bispo António Ferraz, vice-presidente, o pastor Marcos de Mello, secretário-geral, Kelly Marques, tesoureira, e os vogais I e II, pastor Joaquim Sandrenho, e Renata da Silva, respetivamente.   

A igreja de direito angolano, que tem como líder fundador o bispo brasileiro Edir Macedo, afirma que vai continuar a adotar todas as medidas necessárias para “pôr cobro à situação criminosa daqueles que se intitulam de Comissão de Reforma”.

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