Quarentenas institucionais em Angola são "fonte de receitas" para hotéis

Quarentenas institucionais em Angola são “fonte de receitas” para hotéis qualificados

As quarentenas institucionais em Angola, devido à covid-19, têm sido uma oportunidade para muitos operadores hoteleiros, “sobretudo os que reúnem os requisitos de qualificação, para arrecadação de receitas”, apesar das restrições impostas pela pandemia, disse hoje fonte oficial.

“Esta é uma questão (quarentenas versus reanimação do setor) com resposta dupla porque todos sabemos que com esta situação há uma grande restrição na circulação de pessoas e as implicações são grandes do ponto de vista da sustentabilidade dos negócios”, afirmou hoje o secretário de Estado do Turismo angolano, Hélder Chingunde, quando questionado pela Lusa.

Por um lado, adiantou o governante, os hotéis que têm sido selecionados para as quarentenas institucionais “podem estar a ter aí uma oportunidade para obterem receitas”.

“É uma oportunidade para estas unidades que reúnem requisitos para alojarem as pessoas em quarentena institucional”, frisou.

Por outro lado, segundo o responsável que falava hoje, em conferência de imprensa, em Luanda, “nem todos os hotéis têm disponibilidade para prestar serviços de quarentena institucional aos cidadãos, alguns não estão interessados”.

Além disso, observou, “também nem todos interessados reúnem os requisitos tipificados para acolherem os cidadãos em quarentena institucional”.

Hélder Chingunde falava numa conferência de imprensa de apresentação do decreto executivo nº219/20, de 21 de julho, que define medidas concretas de prevenção e controlo para evitar a propagação da covid-19.

Questionado sobre os critérios de escolhas dos alojamentos nesta fase da covid-19, Hélder Chingunde disse que a qualificação hoteleira, como cadernos de encargos e boas práticas de gestão concorrem para escolhas nas quarentenas institucionais.

O secretário de Estado do Turismo angolano que disse não dispor “nesse momento” de dados sobre as perdas financeiras do setor no decurso desse período da pandemia.

Angola vive, desde 26 de maio, situação de calamidade pública e conta com 932 casos da covid-19, sendo 650 ativos, 242 recuperados e 40 óbitos.

Luanda, capital angolana e foco da pandemia no país, regista circulação comunitária do vírus.

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