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Governo timorense nomeia novos membros para Administração da Timor Gap

Lusa

O ministro do Petróleo e Minerais timorense nomeou três novos membros do Conselho de Administração da petrolífera nacional, a Timor Gap, no quadro da reestruturação da empresa para “dar nova dinâmica na política do setor”.

Os despachos de nomeação foram assinados pelo ministro Victor Soares a 17 de julho, mas só foram publicados na semana passada no Jornal da República.

As nomeações ocorrem dias depois do Governo ter alterado a liderança da petrolífera, com a exoneração do primeiro presidente da Timor Gap, Francisco Monteiro, e a tomada de posse do novo presidente, António José Loiola de Sousa.

Os novos membros do Conselho de Administração são Gabriel Gaspar de Oliveira, Amândio Gusmão Soares e Francelino Marcos Tomé, que assumem o cargo por um período de quatro anos.

Victor Soares, ministro do Petróleo e Minerais, explicou no decreto de nomeação de Loiola de Sousa que com a alteração na liderança da Timor Gap pretende-se uma gestão mais eficiente, eficaz e alinhada com a “nova visão estratégica” do Governo para o setor petrolífero.

“Os objetivos estratégicos do Governo para o setor e o alinhamento das atividades empresariais e orientação estratégica da Timor Gap requerem uma mudança de presidente do Conselho de Administração, por forma a permitir uma melhoria da coordenação com a tutela, garantir uma gestão mais eficiente e eficaz e, consequentemente, garantir uma melhor gestão dos recursos do Estado de Timor-Leste”, refere-se no diploma.

No decreto considera-se que as mudanças marcam “uma nova visão estratégica para a implementação do plano do Governo” para o setor petrolífero, “um dos pilares do desenvolvimento económico futuro de Timor-Leste” a ser utilizado “para construir a nação e proporcionar o progresso e bem-estar a todo o povo timorense”.

No texto, o Governo confirmou que a Timor Gap continuará a ser mandatada para “gerir e administrar os projetos petrolíferos, apoiando a criação de indústrias de suportes e o desenvolvimento dos recursos humanos necessários a uma operacionalização eficiente do setor petrolífero”.

Ainda que a Timor Gap seja uma empresa autónoma, o Governo considera que deve “estar alinhada com as orientações e objetivos do Governo para o setor” e que caberá ao novo presidente a “conclusão, funcionamento e operacionalidade dos projetos públicos em curso”.

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