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EUA registam 518 mortos e mais de 55 mil infetados nas últimas 24h

Os Estados Unidos registaram 518 mortos e 55.187 infestados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo uma contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Os dados de domingo elevam o número total de mortes para 146.909 e o de contágios para 4.229.624 desde o início da pandemia, de acordo com o balanço realizado às 20:00 de domingo (01:00 de hoje em Lisboa) pela agência de notícias Efe, com base na informação daquela universidade norte-americana.

O estado da Florida, com mais de 414 mil casos, ultrapassou o de Nova Iorque e é agora o segundo com o maior número de contágios, atrás da Califórnia, de acordo com dados das autoridades estaduais e federais.

A crescente preocupação dentro do Governo ficou evidente com a alteração radical no discurso do Presidente, Donald Trump, que até recentemente mantinha um certo ceticismo sobre a gravidade e magnitude da situação pandémica no país.

“Provavelmente, infelizmente, [a pandemia] piorará antes de melhorar. É algo que eu não gosto de dizer, mas é assim que as coisas são”, disse o Presidente na terça-feira.

O saldo provisório de mortes já excedeu em muito as mais baixas estimativas da Casa Branca.

Trump estava confiante de que o número final seria entre 50 mil e 60 mil mortes, embora mais tarde tenha subido a estimativa para 110 óbitos, um número que também foi excedido.

Já o Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde da Universidade de Washington, em cujos modelos de previsão da evolução da pandemia têm servido de base para os cálculos feitos a partir da Casa Branca, indica atualmente que os Estados Unidos chegarão em outubro com cerca de 200 mil mortos e no período das eleições presidenciais de 03 de novembro os 220 mil.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 645 mil mortos e infetou mais de 16 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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