Câmara de Energia Africana impulsiona negócios do gás em Moçambique - Plataforma Media

Câmara de Energia Africana impulsiona negócios do gás em Moçambique

A Câmara de Energia Africana (CEA) e a Câmara de Petróleo e Gás de Moçambique (CPGM) anunciaram hoje um acordo de cooperação para desenvolver as empresas locais e atrair investimentos para este setor que pode transformar o país.

“Com projetos de milhares de milhões de dólares de gás natural liquefeito em construção, o país está a caminho de tornar-se um mercado global de gás e um agente africano competitivo”, lê-se no comunicado enviado à Lusa, que dá conta de que “os desenvolvimentos em curso têm o potencial de transformar a economia moçambicana não apenas através da geração de receitas para o Estado, mas também através da monetização das indústrias de gás em várias indústrias”.

A oportunidade, dizem estes empresários, “é única, mas só terá sucesso se for benéfica para a economia local, e para os bens e serviços nacionais e para a criação de emprego no país”.

Para isso, acrescentam, “Moçambique tem de criar capacidade doméstica, promover um ambiente amigo dos investidores e adotar as melhores práticas na indústria”.

É neste contexto que as duas entidades se juntaram, explica-se no comunicado: “Para ajudar a indústria nascente de hidrocarbonetos e para ajudar a construir capacidade, desenvolver modelos de negócio sustentável e atrair investimento, a CEA assinou um acordo de cooperação com a recém-criada CPGM, tendo ambas concordado em juntar os seus recursos e esforços para garantir o apoio a transferências de tecnologia, atrair investimento ao longo da cadeia de valor e promover empreendimentos conjuntos e parcerias entre empresas locais e regionais e firmas internacionais”.

Os modelos do projeto da Área 1, no norte do país, apontam para ganhos globais, ao longo dos 25 anos, da ordem dos 61.000 milhões de dólares (54.500 milhões de euros) e “o Estado moçambicano, por via de impostos, partilha de lucro e participação da ENH vai ficar com pouco mais de 50%, cerca de 31.000 milhões de dólares (27.700 milhões de euros)”, disse este mês o ministro da Energia de Moçambique.

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