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Ministério Público acusa o Governo brasileiro de abandono administrativo da Cinemateca

O Ministério Público Federal acusou hoje o Governo do Brasil liderado por Jair Bolsonaro, de ser responsável pelo abandono administrativo da Cinemateca Brasileira.

O órgão entrou com uma ação judicial na 1.ª Vara Cível Federal de São Paulo contra o Governo central do país devido aos impasses em torno da gestão da Cinemateca, que se encontra em profunda crise financeira, segundo informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo.

A Cinemateca Brasileira, localizada na cidade de São Paulo, é responsável pela preservação e a difusão do acervo audiovisual do país e, segundo os procuradores que assinam a ação judicial, está “carente de ininterruptas medidas de conservação”.

Dona de um dos principais acervos audiovisuais da América Latina, a Cinemateca Brasileira está há meses sem receber repasses financeiros do Governo, com funcionários sem salário e sem equipa de prevenção de incêndios ou de segurança.

Em 12 de junho os trabalhadores da Cinemateca fizeram uma paralisação em protesto pela falta de pagamento de salários.

Em maio, dezenas de artistas e associações culturais haviam assinado um manifesto de apoio à Cinemateca Brasileira, que se mantinha desde janeiro sem receber o seu orçamento anual, cujo montante é da ordem de 12 milhões de reais (cerca de 1,9 milhões de euros).

O manifesto, que enumerava vários problemas da instituição, citou problemas estruturais causados por um incêndio em fevereiro de 2016 e as inundações ocorridas no prédio da instituição neste ano.

Os signatários alegaram que “a indiferença com o futuro do património audiovisual brasileiro”, dos atuais responsáveis.

Entre os subscritores do manifesto estavam a escritora Lygia Fagundes Telles, Prémio Camões, ex-presidente da Cinemateca Brasileira, o cineasta Walter Salles, realizador de “Central do Brasil”, a diretora da Cinemateca Nacional do Chile, Mónica Villarroel, e o diretor do arquivo português de Imagens em Movimento (ANIM), Tiago Baptista.

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