Imobiliário. Seis razões que fazem de Portugal um paraíso para investidores chineses - Plataforma Media

Imobiliário. Seis razões que fazem de Portugal um paraíso para investidores chineses

O maior portal imobiliário da República Popular da China direccionado para a aquisição de imóveis e propriedades no estrangeiro destaca Portugal como um dos países mais atractivos para os investidores chineses interessados em investir fora de portas. O Juwai.com, única plataforma imobiliária a operar em ambos os lados da Grande Firewall Chinesa, diz que há seis grandes razões que fazem de Portugal um destino de investimento a ter em conta.

Preços atractivos, incentivos fiscais imbatíveis, leis e regulamentos bem consolidados, estabilidade política e económica. Estas são algumas das razões que levaram os responsáveis pelo portal Juwai.com a eleger Portugal como um dos melhores destinos de investimento assim que a pandemia de Covid-19 der tréguas.

A plataforma electrónica, especializada na venda de imóveis a investidores chineses endinheirados, elenca num longo texto seis razões que explicam que fazem de Portugal um país cada vez mais atractivo aos olhos dos investidores da República Popular da China.

A imobiliária chinesa lembra que mais de metade das transacções imobiliárias concluídas em 2019 tiveram investidores estrangeiros como protagonistas. O sol, o clima ameno e a qualidade de vida são algumas das razões que levam os estrangeiros a investir no país, mas o portal Juwai.com elenca seis razões mais práticas, a começar pelos preços.

Preços atractivos

O preço do metro quadrado em Lisboa, sustenta a imobiliária chinesa, é de cerca de um décimo dos preços praticados noutras capitais europeias, como Londres. Mesmo com os aumentos registados ao longo dos dois últimos anos, o custo de um apartamento em Portugal continua a ser relativamente acessível quando comparado com o de outras nações europeias. A procura, por parte de investidores estrangeiros disparou, como mostram os números publicados pelo Instituto Nacional de Estatística: 57 por cento das fracções adquiridas em Lisboa, no Porto e em Cascais no último trimestre de 2018 foram compradas por estrangeiros.

Incentivos fiscais e leis bem consolidadas

Os preços são atractivos para quem compra, mas também os incentivos fiscais oferecidos pelas autoridades portuguesas, considera o portal Juwai.com. O Governo português atribuiu o estatuto de Residente Não Habitual (RNH) aos estrangeiros que adquiram propriedades em Portugal e com o estatuto chega a isenção de pagamento de imposto sobre os rendimentos durante um período de 10 anos e isenção do pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis durante 20 anos para os cidadãos estrangeiros que trabalhem no país. A imobiliária chinesa lembra que os rendimentos obtidos com o aluguer das fracções não é taxada, o mesmo acontecendo com os ganhos obtidos na posterior venda dos imóveis.

Os responsáveis pelo Juwai.com sustentam ainda que os riscos financeiros decorrentes do investimento no país são mínimos, dado que as taxas de juro, as taxas de câmbio e a inflação são controladas pelo Banco de Portugal.

Estabilidade política e económica

Portugal, lembra o portal Jiuwai.com, é o terceiro país mais pacífico do mundo, de acordo com o mais recente ranking do Índice Global da Paz.  O país foi uma das nações europeias mais castigadas pela crise financeira global, mas a economia voltou a crescer em 2017, graças à indústria do turismo e ao aumento das exportações. A agência imobiliária chinesa lembra que Portugal está ainda na vanguarda do investimento nas novas tecnologias e na economia verde, tendo atraído em 2019 uma dezena de projectos de investimento com capital estrangeiro avaliados em 75 milhões de dólares norte-americanos.

Arrendamento e rendimentos

O número de estrangeiros que visitam Portugal tem vindo a aumentar de forma ininterrupta ao longo dos último anos ao longo da última década. O turismo revelou-se um poderoso motor de crescimento e ajudou a alavancar a economia do país, após a crise financeira de 2008/2009 que colou Portugal à beira do colapso. Em 2019, o país foi visitado por 27 milhões de visitantes. O montante é quase o dobro do que foi registado em 2010 e o aumento de turistas fez disparar a procura por alojamento: uma boa notícia para os investidores que possuem imóveis para arrendar. Nos pontos turísticos mais visitados, os preços de arrendamento têm atingido valores recorde.

Programa de vistos gold

Desde que foi criado, em 2012, e até ao final do mês de Agosto de 2019, o Governo português atribuiu autorizações de residência no país a troco de investimento a mais de 20 mil pessoas: 7885 investidores e 13 364 famílias.  Os dados, avançados pela Serviço de Estrangeiras e Fronteiras, ajudam a explicar porque razão o programa de captação de investimento gizado pelo Executivo português é um dos programas de Vistos Dourados mais bem sucedidos da Europa. Ao longo dos sete anos em questão, a iniciativa ajudou a canalizar para Portugal 4,8 mil milhões de euros. Georg Chmiel, presidente executivo da Juwai.com, explica porque razão o programa de Vistos Gold promovido por Lisboa se tornou tão atractivo para os investidores chineses: “Só é necessário investir 560.000 dólares norte-americanos num imóvel em Portugal para se candidatar a um Visto Gold. Em 2018, os chineses investiram cerca de 300,2 milhões de dólares no país através do programa de vistos dourados. Nove em cada dez dólares foram investidos na aquisição de imóveis. Desde o início do programa, de acordo com dados oficiais, os cidadãos chineses foram responsáveis por 60 por cento”, explica o gestor, citado pelo próprio portal da imobiliária chinesa. De acordo com Chmiel, o interesse dos investidores chineses na aquisição de fracções imobiliárias em Portugal aumentou 40,4 por cento no segundo trimestre do ano passado. Os dados têm por base os processos geridos pela Juwei.com. Trata-se pelo maior aumento registado pela agência desde 2016.

A forma como Lisboa geriu a pandemia

Ainda que a pandemia de Covid-19 ameace com uma nova crise financeira a nível mundial, Portugal está a administrar a crise de saúde pública muito melhor que outros países europeus. O país foi o primeiro a receber, das mãos do Conselho Mundial de Viagens e Turismo o selo “Safe Travels”. A distinção tem o propósito de reconhecer destinos que cumprem as regras de saúde, segurança e higiene inerentes aos protocolos definidos pela organização. Os protocolos são directrizes concebidas pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo para minimizar as consequências do surto epidémico do novo coronavírus no sector do turismo e têm por principal propósito recuperar a confiança do consumidor.

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