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A pandemia do saque a céu aberto continua sem cura em Benguela

Uma década de ‘’gestão danosa’’ representa descaminhos de 900 milhões de Kwanzas. Caso vai a julgamento, reunidos os elementos de prova, mas a teia de interesses prevalece intacta, exigindo mais da PGR

No epicentro de um processo-crime que levará a julgamento o antigo administrador municipal de Benguela, Carlos Guardado, suspeito de corrupção e peculato, o Mercado da Paz continua a emitir matéria para a Procuradoria Geral da República (PGR), confrontada com denúncias de desvios de uma média de 12 milhões de Kwanzas/mês referentes a taxas de venda pagas pelos feirantes.

Um duelo entre a Associação dos Feirantes e a Transmaya, empresa gestora do maior mercado a céu aberto na província de Benguela, descortina uma teia de interesses à volta das receitas, estimadas, conforme a calculadora da primeira entidade, em 15 milhões de Kwanzas mensais.

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