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A América da oportunidade a ferro e fogo

Ivete Carneiro

Confrontos, incêndios e pilhagens em várias cidades marcam protestos. Morte de afro-americano pela Polícia foi o rastilho de uma rebelião multirracial.

Os destroços do “El Nuevo Rodeo” serão os mais simbólicos do caos que tomou conta dos Estados Unidos. Esventrado, negro, um esqueleto, o clube de Minneapolis foi local de trabalho de George Floyd, 46 anos, o malogrado negro vítima de um inexplicável abuso policial, há oito dias. Há um ano, fazia ali turnos extra, história de melhorar os finais de mês. Ia às terças. Outras noites eram cobertas por um polícia, em serviço gratificado. Derek Chauvin. O homem que matou Floyd, com o joelho a asfixiar-lhe o pescoço contra o asfalto.

O Nuevo Rodeo poderá ser uma imagem forte daquilo em que se transformou, desde que Floyd expirou depois de suplicar que não conseguia respirar, um país de profundas desigualdades e raiva latentes. O inferno. E já leva seis dias a arder.

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