Com a saída de Sergio Moro, o outro pilar que credibilizava o governo, Jair Bolsonaro desdobra-se em afagos ao titular da economia, que já dava sinais de descontentamento, à entrada daquela que pode ser a maior crise económica do Brasil.
Todas as manhãs, Jair Bolsonaro sai de casa, no Palácio do Alvorada, em Brasília, e detém-se uns minutos a falar com a imprensa, perante uma pequena claque que aclama o presidente da República e injuria os jornalistas. É um ritual que gosta de fazer sozinho, embora de vez em quando se faça acompanhar – até já levou uma vez um humorista ao local. Na segunda-feira, ainda se sentiam os efeitos da ressaca da demissão do ministro da justiça Sergio Moro, resolveu convidar Paulo Guedes, o titular da economia.
“Acabei mais uma reunião aqui tratando de economia e o homem que decide economia no Brasil é um só, chama-se Paulo Guedes. Ele nos dá o norte, as recomendações e o que nós realmente devemos seguir”, afirmou Bolsonaro, antes de dar a palavra a Guedes, um dia apelidado de “superministro” pela imprensa e de “posto ipiranga” pelo presidente, numa alusão local a alguém que tudo sabe e tudo resolve.
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