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“Boa parte” do governo guineense está infetada, confirma primeiro-ministro

“Testei positivo para o novo coronavírus, estou em casa e sinto-me bem. Neste momento uma equipa de técnicos do Ministério da Saúde Pública estão na minha residência a proceder a colheitas dos meus familiares e pessoas mais próximas”, referiu Nuno Nabian numa mensagem que divulgou pelo Facebook.

O primeiro-ministro salienta que também estão infetados com o novo coronavírus “uma boa parte dos membros da Comissão Interministerial”.

“Esse é o risco que assumimos desde o início para enfrentar esta batalha contra a covid-19, estive sempre na vanguarda juntamente com todos, incluindo o pessoal da saúde que diariamente enfrenta riscos de contágio”, disse Nuno Nabian.

Na mensagem, o primeiro-ministro guineense apela à população para levar a sério o vírus, que “existe e se propaga rapidamente”.

O ministro da Saúde guineense, António Deuna, confirmou na terça-feira na televisão pública que vários membros do Governo, incluindo o primeiro-ministro, deram positivo para a covid-19.

Fonte governamental confirmou à Lusa que além do primeiro-ministro estavam infetados o ministro do Interior, Botché Candé, o secretário de Estado da Ordem Pública, Mário Fambé, e a secretária de Estado da Administração Territorial, Mónica Buaro.

Com a confirmação daqueles quatro casos, aumenta para 78 o número de registos de covid-19 na Guiné-Bissau, incluindo uma vítima mortal e 18 recuperados.

As contaminações anunciadas pelo Ministro da Saúde estão relacionadas com a rede de transmissão do alto funcionário do Ministério do Interior, que morreu no sábado, e que tinha dado positivo para covid-19.

Na sequência da morte do alto funcionário, os serviços administrativos do Ministério do Interior já tinham sido encerrados para despistagem a dirigentes e funcionários.

Alguns membros do Governo guineenses pediram também para serem submetidos a testes na sequência de contactos com funcionários daquela instituição.

No domingo, o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou, pela segunda vez, o estado de emergência no país até 11 de maio.

No âmbito do combate à pandemia, as autoridades guineenses encerraram também as fronteiras, serviços não essenciais, incluindo restaures, bares e discotecas e locais de culto religioso, proibiram a circulação de transportes urbanos e interurbanos e limitaram a circulação de pessoas ao período entre as 07:00 e as 14:00 horas.

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