Ao encontro de prosperidade e estabilidade - Plataforma Media

Ao encontro de prosperidade e estabilidade

Economista de Hong Kong com raízes em Macau explica que decidiu mudar-se para Shenzhen em busca de melhor qualidade de vida para a família e de poder beneficiar dos frutos do desenvolvimento económico.

De vila piscatória a metrópole do primeiro mundo, a Zona Económica Especial de Shenzhen é hoje a personificação do processo de  abertura e reformas económicas lançado há quarto décadas por Deng Xiaoping. A cidade cresceu a um ritmo inaudito: de 30 mil habitantes em 1980 para mais de 12 milhões em 2017.

A esmagadora maioria veio um pouco de toda a China à procura das muitas oportunidades de emprego e negócio que foram sendo criadas. Shenzhen também tem atraído dezenas de milhares de talentos de Hong Kong para quem passar para o outro lado da fronteira significou a abertura de portas para uma nova vida e uma nova carreira. É o caso de Charles Tang, economista de 42 anos, natural da região administrativa especial vizinha que foi atraído para a cidade em 2007, onde vive com a mulher, oriunda da província de Hubei.

Ao PLATAFORMA explica que não foi uma decisão difícil. “Poder oferecer à minha família melhores condições de vida foi a principal razão”, começa pode dizer.  E o que encontrou foi “mais espaço para viver e conviver, melhor qualidade do ar, um ambiente social marcado pela inovação e a possibilidade de auferir dos frutos do desenvolvimento económico”, naquela que se tornou na primeira cidade do mundo com a totalidade da frota de 16 mil autocarros públicos elétrica.

Menos liberdade,“muito mais estabilidade”

Antes se de mudar para Shenzhen, Charles Tang era funcionário público em Hong Kong, cidade à qual se continua a sentir profundamente ligado. “Tenho saudades da maturidade das instituições e da eficiência do sistema económico e empresarial de Hong Kong”, admite, ao mesmo tempo que demonstra desilusão com o rumo de instabilidade política que a região tomou. “Esse foi também um motivo importante que me levou a trocar Hong Kong por Shenzhen, onde tenho, de algum modo, menos liberdade, mas muito mais estabilidade”.

Como investigador num projeto conjunto da Universidade de Pequim e da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, olha com atenção para o projeto de desenvolvimento da região do Delta do Rio das Pérolas, agora no âmbito da iniciativa do plano da zona da Grande Baía Gunguangdong-Hong Kong-Macau, que junta nove cidades do Sul da China – entre elas Shenzhen – e as duas regiões administrativas especiais.

“Há aqui boas oportunidades para jovens profissionais com uma sólida experiência profissional e um percurso internacional ligado às tecnologias da informação, setor financeiro e ciências aplicadas”, afirma Charles Tang, que, estando a uma hora de viagem de barco de Macau, desloca-se com alguma regularidade a este lado do Delta para sentir os sabores e o pulsar desta “cidade pequena, mas muito especial”, terra de origem de sua família. Sobre Macau, Tang lamenta que seja tão moroso e difícil colocar de pé infraestruturas chave como o metro ligeiro de superfície. “Parece que há muitos conflitos de interesses em Macau”, observa, lamentando que “o dia de abertura do metro seja ainda uma miragem”. Sobre Macau, Tang lamenta, designadamente que seja tão moroso e difícil colocar de pé infraestruturas chave como o metro ligeiro de superfície. “Parece que há muitos conflitos de interesses em Macau”, observa, lamentando, por exemplo que “o dia de abertura do metro seja ainda uma miragem”.

José Carlos Matias*  04.05.2018

*Jornalista visitou Shenzhen a convite do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM

 

Este artigo está disponível em: 繁體中文

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