A Região irá apoiar Lisboa na recepção de novos turistas chineses com o início de voos diretos a partir da China Continental.
Macau e Portugal vão cooperar na promoção conjunta da região e país enquanto destinos turísticos, na troca de investimentos e para o aumento dos fluxos turísticos entre as duas partes, numa altura em que Lisboa prepara a recepção de um maior número de turistas chineses com o início de ligações aéreas diretas com Pequim e Hangzhou a partir de Junho do próximo ano.
O entendimento entre as duas partes foi assinado na última terça-feira entre o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, e o ministro da Economia de Portugal, Manuel Caldeira Cabral, num protocolo que permitirá incluir a promoção do turismo português nas ações realizadas pela Direção dos Serviços de Turismo de Macau no interior da China, assim como promover a RAEM nas ações dos organismos congéneres de Portugal.
“Vamos ter que aprender bem em Portugal como acolher melhor os turistas chineses, algo que Macau sabe já fazer muito bem. Com a rota direta, estou certo que o número de turistas vai aumentar muito”, indicou Manuel caldeira Cabral após a assinatura do protocolo de cooperação.
Na última semana, o Turismo de Portugal e o grupo HNA (Beijing Capital Airlines) assinaram um protocolo que irá permitir o início dos voos diretos entre Portugal e as duas cidades da China Continental, com o governo de Lisboa a antecipar um maior crescimento dos visitantes da China a Portugal. Em 2015, o país recebeu 154 mil turistas chineses, num aumento de 36 por cento face ao ano anterior. Os mesmos realizaram despesas turísticas no valor de 66,6 milhões de dólares (mais de 528 milhões de patacas), num crescimento de seis milhões e meio de dólares face aos gastos de 2014.
O ministro português afirmou também que as negociações para a criação de ligações diretas entre Portugal e Macau não estão descartadas, havendo interesse em que a região se constitua como ponto de ligação ao sul da China. “Não está fora [dos planos]. Há negociações em curso com várias outras companhias aéreas. E penso que se Pequim vai servir diretamente o norte da China, seria muito interessante também que houvesse voos da parte sul. Penso que faria todo o sentido Macau”, disse Caldeira Cabral. “Nesse aspeto, tem de haver interesse das companhias”, indicou o ministro, juntando que “há certamente interesse por parte do governo português em promover essas rotas”.
Lisboa e Macau assinaram também na última terça-feira um protocolo de cooperação para o intercâmbio e formação entre a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) de Portugal e o Centro de Segurança Alimentar da região.
“A segurança alimentar é muito importante para a confiança da população nos estabelecimentos de restauração, nos estabelecimentos hoteleiros, e é muito importante para a afirmação de um turismo de qualidade”, disse o ministro português sobre o entendimento subscrito pela secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, do lado de Macau. O acordo permitirá à RAEM beneficiar da capacidade tecnológica dos laboratórios de segurança alimentar portugueses.
Maria Caetano